Entretenimento
por Natane Ramos
Publicado em 18/11/2025, às 20h58
Na segunda-feira (17), durante o programa "Papo de Segunda", do GNT, o ator e cantor Xamã refletiu sobre o personagem que ele interpreta na novela "Três Graças", da Globo. O artista destacou como viveu experiências semelhantes às do traficante Bagdá antes da fama.
"Antes de trabalhar com a música, eu sempre ia a bailes de favela. Sempre tinha um amigo que às vezes estava envolvido, era muito difícil não presenciar a violência em quase todos os lugares aonde a gente ia. Eu fui pegando um pouco de uma coisa, emprestado de outra. Eu nasci na Zona Oeste do Rio, em Sepetiba. Santa Cruz, ali na Favela do Rodo, Cesário de Melo, Cesarão… Trouxe muito disso, dessa realidade, das coisas que eu vi, que eu presenciava, para o personagem", declarou.
Xamã refletiu sobre o baque da mudança de realidade após fazer sucesso com a música. "No início foi complicado porque eu estava no trem o tempo todo, na rua, só sabia essa realidade. Eu só vivia aquilo. Quando comecei a fazer música, vi uma outra realidade. As pessoas me conheciam. Sempre achava que tinha alguém me olhando no trem, que ia dar merda, que o cara estava me seguindo. Quando eu parei de andar de ônibus, eu fiquei um pouco triste. Eu estava acostumado a ter uma realidade: saía de casa, falava com todo mundo, entrava no ônibus, passava o dia na rua vendendo, voltava para casa. Meu corpo já estava acostumado a essa realidade. Quando foi mudando, eu ficava com um pouco de saudade. Até a hora de escrever era diferente. Eu entrava no ônibus, no trem, olhava para a janela, mudava o ambiente, eu escrevia. Escutava a conversa das pessoas e escrevia uma música. Foi difícil a primeira mudança. Aos poucos eu fui me acostumando. Quando a fama começou a acontecer, eu estava com 24 anos. Agora estou com 36. Eu sinto muita falta da primeira inspiração, mudou muito a forma como eu escrevo", relatou.
O artista ainda refletiu como foi encontrar com pessoas das quais era fã. "No início foi muito assustador. Você assistia à pessoa na TV e depois estava no mesmo lugar que ela, trocando uma ideia. No início, eu fiquei bem perdido. Como eu tenho que agir perto do cara de quem eu sou fã? Hoje em dia eu não ligo muito para isso. Já chego e falo: 'Pô, cara, sou seu fã'. Eu era fã de quase todo mundo e estava com a galera ali do meu lado. Isso afetava a forma como eu me vestia, como eu tinha que agir", comentou.
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