Entrevista

Cris Correia confirma intenção de disputar uma cadeira na Câmara Federal

Arquivo / Joilson César / BNews

A vereadora Cris Correia é presidente do PSDB de Salvador e pré-candidata a deputada federal

Publicado em 02/04/2022, às 16h19    Arquivo / Joilson César / BNews    Victor Pinto

Vereadora de primeiro mandato na Câmara de Salvador, a jornalista Cris Correia (PSDB) deve tentar pular um degrau e assegurar uma cadeira na bancada tucana da Câmara Federal. 

Eleita vereadora de Salvador em novembro de 2020, com 7.166 votos, lidera a bancada do PSDB na Casa e é presidente da Comissão de Educação, Esporte e Lazer. Presidente municipal do PSDB desde 2019, iniciou sua trajetória política muito cedo, ainda na universidade participando e atuando nos movimentos estudantis.

Há 17 anos, a vereadora começou a trabalhar nos bastidores da política partidária, assumindo a assessoria de João Gualberto, ainda no seu primeiro mandato como prefeito de Mata de São João. Depois da experiência no Executivo, atuou no Legislativo como chefe de gabinete de Gualberto, quando este foi deputado federal.

Comenta também o fato de ser mulher e atuar na linha de frente da política que é um espaço majoritariamente masculino.

Leia a entrevista completa:

BNews: Primeiro, queria que você se apresentasse o eleitor do BNews. Como é que surgiu essa sua predisposição política e a Câmara de Vereadores de Salvador?

Cris Correia: Pois é, eu vou resumir aqui um pouquinho da minha caminhada, um pouquinho da minha história, né? Eu sou jornalista de formação, passei boa parte do meu tempo trabalhando em televisão, né? Reportagem, apresentação e já na juventude eu sempre fui muito politizada. Daquelas jovens que gostava de falar de política, que gostava de discutir política, que falava dos problemas do país. Enfim, eu sempre fui muito politizada. E sempre tive uma caminhada muito, digamos, de serviço social. Como? Quando eu comecei a fazer faculdade de comunicação na UFBA, na FACOM, eu comecei a trabalhar com organizações não-governamentais. Então eu fazia cursos. Eu trabalhava voluntariamente nessas ONGs e fazia cursos de formação nessa área de comunicação. Naquele momento a minha intenção não era contribuir para formar repórter porque eu acho que não é esse o caminho, tá? Inclusive eu era contra. Mas, era entregar a essas pessoas, a esses jovens de periferia, de bairros de maior vulnerabilidade social, ferramentas pra que eles pudessem fazer uma leitura mais crítica do meio que ele estava inserido. Porque o que eu percebia nessas caminhadas, nas minhas andanças, né? Poucas, breves, mas o que é que eu percebia? Que muitos desses jovens não têm perspectiva e nem sabem quais os caminhos percorrer para se mobilizar, para se mover. Não é nem para sair daquele lugar, mas para se mobilizar, para se mover. E aí eu tive essa oportunidade de trabalhar com a organização não-governamental e caminhei nessa direção. Então, eu sempre tive essa, digamos, essa relação com a política no país. E chegou um determinado momento da minha vida profissional que eu falei: eu quero trabalhar na política, na minha área, fazer comunicação política. E uma amiga minha chegou pra mim, que trabalhava comigo na TV, e falou ó eu vou participar de um processo seletivo pra fazer a campanha de um candidato a prefeito de um município aqui perto que era o município de Mata de São João. Eu posso te indicar também? Você quer participar do processo? Eu falei: claro que eu quero. E aí eu fui. Participei desse processo seletivo. Não conhecia o candidato, o que eu soube do candidato foi que eu fiz de uma pesquisa prévia na internet, né? Como qualquer um que vá participar de um processo seletivo e passei no processo seletivo. E assim começou a minha caminhada política. Tá? Digamos, inserida nesse meio da política institucional. Foi assim que começou. Agora eu digo sempre, né? É bem diferente de ser candidata a qualquer que seja o cargo. Eu sempre trabalhei no bastidor da política e na minha área. Está certo? Como comunicação. Nessa área. Depois eu saio. Quando João Gualberto, de quem eu fui assessora, na verdade quando ele foi deputado federal eu assumi a chefia de gabinete, então eu deixo, me afastei um pouco, me distanciei um pouco da minha profissão, né, como jornalista. Mas sempre estive neste lugar no bastidor da política até que eu resolvi assumir essa responsabilidade e tentar e desenvolver esse projeto, né? De ser, de assumir uma cadeira aqui na Câmara de Vereadores.

BNews: E como é que foi a experiência? Porque a gente vê uma Câmara de Vereadores majoritariamente masculina e você é uma mulher, uma mulher que já vem dessa atuação do bastidor da política, passa a colocar seu rosto na linha de frente. Como é que foi a experiência já nesses dois anos, vamos colocar assim, como vereadora?

Cris Correia: Se você parar pra pensar, todo o espaço de poder ele é majoritariamente masculino. Está certo? Assim como é a nossa sociedade. Eu digo sempre: A política é um reflexo da nossa sociedade. A nossa sociedade é assim. Ou seja, todas as mulheres no seu dia a dia elas sofrem preconceitos. Na maioria das vezes sutis e muito por conta disso muitas delas não se dão conta. Mas, diariamente, nós somos vítimas de preconceito. É claro que na política talvez isso tenha um peso maior? Sim. É possível. Na política talvez tenha um peso maior porque você está num espaço de poder. Competitividade é maior. Quando essa cultura do patriarcado ele acaba sendo ela acaba sendo mais forte você tem aí elementos que acabam fortalecendo esse preconceito. Agora se você me perguntar: Cristiane me relate aí um caso específico de preconceito. Eu não teria esse caso pra te relatar. Nesse primeiro ano de mandato. Está certo? Na minha caminhada eu não teria. Agora, a gente tem comportamentos sutis que a gente sabe que são frutos desse preconceito. Exemplo: na maioria das vezes que as mulheres sobem ali pra falar, os homens não estão nem aí. Os homens não prestam atenção. As mulheres são as últimas a serem chamadas para as mesas de discussão, para as mesas de debate. Elas são as últimas a serem chamadas. Enfim, então tem uma série de comportamentos que nos sinalizam isso. Mas se você me pedir para apresentar aqui um fato específico que possa rotular que qualquer um da sociedade, qualquer um cidadão ouça e fale “não, isso aqui é preconceito”, eu não tenho. Agora também tem um outro aspecto, né? Durante toda a minha caminhada profissional eu sempre estive inserida nesses ambientes masculinos. Você é meu colega e você sabe, por exemplo, que no próprio jornalismo vem mudando um pouco esse quadro lá. No próprio jornalismo, principalmente no ambiente de televisão, era majoritariamente masculino. Eu sempre tratei muito bem essa relação. Então isso acabou me dando ferramentas. Isso me ajudou essa minha caminhada profissional. Eu era repórter, eu saía com o cinegrafista, com assistente, com um auxiliar e com o motorista. Eu era a única mulher do carro. Ou seja, eu passava boa parte do meu tempo no convívio com esses homens. E teoricamente era líder da equipe. Como repórter. Entende? Então, eu acho que essa caminhada também acabou me ajudando a lidar com esses desafios.

BNews: E pra você o que trava essa nova entrada de mulheres e mulheres negras na política, a terem assentos garantidos num espaço de poder?

Cris Correia: Eu acho que tem algumas coisas, né? Primeiro, como eu já disse, tem uma questão cultural aí histórica, né? São valores que estão aí na sociedade, que imperam na sociedade patriarcal e que esses valores são difíceis de serem quebrados. Essa cultura reinante é difícil de se quebrar. Então, eu acho que isso é um ponto extremamente importante. Segundo ponto extremamente importante, que muitos me perguntam “Ah, Cristiane como é que é a maior parte da sociedade brasileira é composta por mulher, mas você não vê as mulheres no poder?”. Eu acho que por conta desse processo, mulher não confia em mulher no poder. Eu acho que a mulher não se vê segura e representada por mulher no poder. Então, ela ainda muitas vezes opta pela figura masculina, porque ela acha que estando lá no espaço de poder, no espaço de decisão, o homem ele é mais eficiente, é mais eficaz. Então eu acho que ainda tem esse desafio a ser vencido. Tá? As coisas estão interligadas, né? A verdade é que o processo cultural, essa cultura patriarcal reinante acaba tendo essa série de consequências. E a terceira coisa é que, infelizmente, a gente ainda não tem muitas mulheres dispostas a enfrentar essas barreiras e esses desafios. E quando se trata de mulher preta, mais ainda. Aí também está ligada a questão social, a questão econômica. Tem uma série de fatores sociais que acabam influenciando. Então não é tão fácil. A verdade é essa. Mas acho que a gente evoluiu muito, muito. Eu acho que as mulheres, aos poucos, vêm conquistando os seus espaços, vêm quebrando barreiras, vêm mudando paradigmas. Está certo? E eu acho que isso, acredito eu e aposto que isso vai continuar. Eu sempre digo que é importante que as mulheres ocupem os espaços de poder em duas perspectivas: na perspectiva quantitativa e na perspectiva qualitativa. Na perspectiva quantitativa é que realmente cresça o número de mulheres nesses espaços e na perspectiva qualitativa é que essas mulheres que ocupem e que venham a ocupar esses espaços, elas também defendam as bandeiras femininas. Estejam ali em defesa das mulheres. Que hoje, por exemplo, no atual contexto, no atual cenário político, não é bem isso que a gente vê. Quando a gente olha, por exemplo, para o Congresso Nacional, a gente vê muitas mulheres ocupando esse espaço, mas que não defende essas bandeira, né? Muito pelo contrário. Por isso que eu disse que eu acredito que a gente vai continuar avançando, que a gente vai continuar evoluindo. Isso é só uma fase.

BNews: Perguntas de política agora. O que que foi a tarde do dia 29 de março de 2022 na Câmara de Vereadores? Porque os vereadores foram pegos de surpresa com uma resolução de Geraldo Júnior convocando a eleição pra aquele dia, aquele dia 29, e ele foi reeleito. Vocês já esperavam isso, já havia um clima na Câmara de Vereadores pra esse processo de reeleição? Como é que você avaliou o processo e se você votou em Geraldo Júnior para a reeleição presidente da casa? (Eu sei que o voto é secreto, então você pode dizer se você quiser).

Cris Correia: Bom, vamos lá. Primeiro, eu acho que realmente a maioria foi pega de surpresa sim, tá? Mas, quando você me pergunta se já existia essa possibilidade, se essas informações, digamos assim, essas conversas já aconteciam no bastidor? Já acontecia, né? E todos nós sabíamos da política. Inclusive você, que cobre política (risos). E a verdade é que isso nunca foi escondido, tá? O próprio presidente, em determinadas situações, falava que poderia antecipar. E situações públicas. Não eram situações, digamos, entre amigos, de conversas entre amigos apenas, né? Ele publicamente já dizia que tinha a possibilidade de antecipar a eleição para a presidência. É verdade que o processo de eleição para a presidência, de sucessão, ele foi antecipado muito. Quando eu digo antecipado, as articulações, né? O que é normal. Então ele começou muito cedo, a meu ver, assim como também o processo de eleição da majoritária, dos candidatos ao legislativo, né? Seja deputado federal, deputado estadual. Eu acho que houve uma antecipação dos processos eleitorais, né? Eu acho que o resultado da última eleição, que foi, a meu ver, surpreendente pra grande maioria, né, fez com que esse processo eleitoral fosse antecipado, tá? Eu acho que o resultado da eleição municipal causou um impacto muito grande e gerou um movimento diferente do que a gente costuma ver, que a gente via tradicionalmente, tá? Então, isso não foi diferente na presidência para a Câmara de Vereadores, né? Então, houve sim essa antecipação, as articulações estavam acontecendo. Aqueles que queriam fazer parte do processo eleitoral, pra ocupar esse espaço. Então, já havia conversas no bastidor. E ontem a grande surpresa foi, digamos, uma antecipação tão grande. Eu acho que não se imaginava que essa possibilidade de antecipar a eleição para a presidência da Câmara fosse agora. Então, eu acho que todos nós, na verdade, ou a grande maioria, achava que isso poderia acontecer mais lá na frente, no segundo semestre. E essa antecipação foi muito grande.

BNews: E sobre a bancada do PSDB na Câmara? Vocês são três. Daniel Alves, Téo Sena e você. Como é que está o entrosamento de vocês três? Tá uma bancada coesa na atuação na Câmara?

Cris Correia: Sim! Acho que a gente é uma bancada coesa sim e vou lhe dizer porquê. Vou dar o exemplo de ontem, já que você tocou no assunto Téo, ele é um dos integrantes da mesa, tá? Da nova composição que foi eleita ontem. Ele já fazia parte da mesa. E numa conversa, infelizmente não teve condições de ter essa conversa abertamente, até porque senão ele estaria antecipando a informação, então a gente não teve essa conversa dentro do partido, porém ele sempre deixou claro, e isso ficou meio que acordado no partido, que se houvesse a antecipação, ele teria aí a premissa de fazer parte, de compor a mesa. Isso foi acordado, por exemplo. Então eu acho que esse é um bom sinal de que esses vereadores eles mantém uma boa relação, mantém uma boa comunicação e estão articulados. Agora, é claro, tem os seus interesses individuais. E faz parte da caminhada. Essa é a verdade. Então, tem momentos na política que a gente tem que agir como grupo. Tem momentos na política que a gente tem que agir individualmente. Porque faz parte da caminhada. Faz parte do jogo político.

BNews: Desses três, você é um nome que desponta como pré-candidata a deputada federal. Por que tentar já pular? Porque geralmente você vê o vereador tentando, primeiro, ser deputado estadual, pra depois ser deputado federal. Por que pular essa casinha direto pra deputado federal? Que que lhe motiva a essa pré-candidatura?

Cris Correia: Eu cheguei a ser vereadora de Salvador dialogando, conversando, com todas as pessoas que decidiram seguir esse projeto. Está certo? O mesmo eu fiz agora. Quando me foi acenado a possibilidade de ser candidata, eu comecei a conversar com essas pessoas que me ajudaram a chegar até aqui. Tá? Ou seja, o que seria melhor para o nosso projeto? É ir para deputada estadual ou ir para deputada federal? E quais são, digamos, os critérios, né, que a gente acaba avaliando. Primeiro, eu sendo deputado estadual, qual seria a minha contribuição e como eu poderia contribuir? Eu sendo deputada federal, qual seria a minha contribuição e como eu poderia contribuir? Eram as duas perguntas que a gente sempre discutia. E nesse grupo chegou-se a conclusão que era melhor ser deputada federal. Porque desta forma, dentro da minha conjuntura política, dentro do meu partido, dentro do grupo que caminhou comigo neste espaço, eu tenho maior condições de dar a minha contribuição à sociedade.

BNews: E você acredita que João Gualberto estará na majoritária de ACM Neto? Porque PSDB é um fiel companheiro do grupo Carlista, pelo menos o Neo-Carlismo, desde quando Neto assumiu e reassumiu a prefeitura de Salvador. Acha que vai ter esse aceno de ACM Neto aos tucanos?

Cris Correia: Acho. Acho que vai ter esse aceno sim porque a gente vem conversando sobre esse assunto. O partido vem conversando com o candidato, quer dizer, o pré-candidato, né, ACM Neto, ao governo do estado, já há certo tempo. E os caminhos foram construídos para isso, tá? Agora muitos têm dito: a vinda do PP pra cá muda o cenário? Muda o cenário. É mais um que estava do lado de lá e vem pra cá. Que poderia ser o PP, poderia ser qualquer outra sigla partidária, está certo? Estou não aqui falando especificamente do PP. Estou falando que chegou mais um grupo político para essa base que teoricamente já estava aí formada, consolidada, com seus espaços e a conversa já estava acontecendo entre aquelas pessoas e aqueles pré-candidatos a essa vaga na majoritária. Então a conversa já estava bastante avançada. Quando chega uma outra pessoa, um outro partido, seja ele qual for, é claro que é mais um para se inserir nesse contexto. Tá? Então, o que que eu acho que João garante ainda e deixa João no páreo, garante a posição de João nessa chapa majoritária? Primeiro, a condição de gestão, qualificação de João Gualberto para ocupar esse espaço, né? João ele é tão bom gestor quanto Neto. Ele assumiu a prefeitura de Mata de São João, fez uma revolução naquele município, como Neto fez em Salvador. Eu acho que essa dupla pode dar e pode contribuir muito para a Bahia. Acho que isso conta. Segundo, a própria articulação política. João vem fazendo essa articulação. João não. O partido. Porque dentro do partido o nome de João foi consensual. Todos do PSDB, deputados estaduais, deputados federais e vereadores chegaram a conclusão que o nome de João Gualberto era o melhor nome para ocupar esse espaço e para capitanear essa articulação política. O partido vem fazendo isso. Então, eu acho que vem fazendo bem feito, tá? A ponto que até hoje João continua no páreo.

BNews: E sobre a política nacional? O PSDB vive um impasse. Apesar de Doria ter ganhado as prévias, o Eduardo Leite renunciou o Governo do Rio Grande do Sul, o Eduardo Leite diz que fica no PSDB e agora começam a jogar história para a convenção, né? A convenção que vai decidir. Qual é a opinião de Cris Correia sobre esse assunto? Doria ou Eduardo Leite? Qual o melhor candidato do partido para a presidência?

Cris Correia: Bom, todos nós sabemos que eu fiz campanha pra Eduardo Leite, né? Isso foi público. Eu fui à imprensa, aproveitei as oportunidades que eu tive na imprensa e realmente declarei esse meu apoio a Eduardo Leite e continuo com ele, tá? Eu acho que Eduardo Leite reúne todas as condições para podermos construir essa possível terceira via, pra que a gente fuja dessa polarização de um candidato de direita e um candidato de extrema esquerda. Ou melhor, um candidato de extrema direita e um candidato de extrema esquerda, tá certo? Então, eu sou a favor da construção dessa terceira via. Eu acho que Eduardo Leite é o candidato que melhor reúne condições, elementos, características, para agregar todos esses candidatos que estão se colocando aí na possibilidade de fazer essa terceira via. Porque também Eduardo Leite e o PSDB sozinhos não constroem, não caminham, não vencem. É preciso fazer essa conversa e é preciso fazer essa união. Se essa união for possível, eu acho que a gente consegue construir essa terceira via e eu não vejo outra pessoa para construir essa terceira via hoje, no cenário político nacional, melhor do que Eduardo Leite. Se você me perguntar por quê? Jovem, fez excelente gestão, está fazendo excelente gestão no governo do Rio Grande do Sul. Quando foi deputado, foi um excelente deputado. Pegou um governo totalmente destroçado, uma cidade totalmente destroçada, a capital gaúcha, totalmente destroçada e um estado todo endividado, e em pouco tempo arrumou a casa, em pouco tempo conseguiu votar projetos extremamente importantes. Ou seja, ele não só é um bom gestor, como ele também é um bom articulador político, né? Lá no Rio Grande do Sul, Eduardo Leite conseguiu aprovar na assembleia projetos que todos nós que trabalhamos e caminhamos na política, a gente sabe da dificuldade, porque são projetos que tratam de orçamento, projetos que tratam de investimentos. Todos nós sabemos que esses tipos de projetos têm uma dificuldade de serem aprovados. É preciso fazer um diálogo maior. É preciso construir pontes mais sustentáveis, mais sólidas. E ele conseguiu. E ele conseguiu. Então isso pra mim mostra que ele não só tem competência administrativa, como também tem uma capacidade de articulação, de diálogo, de construção de pontos que todos nós sabemos que é importante pra liderar esse país, pra governar esse país. País tão dividido como tá agora.

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