Entrevista
por Analu Teixeira
Publicado em 02/04/2026, às 19h13 - Atualizado às 20h06
As frequentes operações da Polícia Federal em Salvador têm chamado atenção pelo volume e visibilidade, mas também levantam questionamentos sobre a efetividade a longo prazo. A avaliação é do policial federal aposentado Augusto Almeida, presidente do Sindicato dos Policiais Federais da Bahia (Sindipol), em entrevista ao programa Se Liga Bocão, nesta quinta-feira (2).
Segundo ele, as ações têm sido constantes e geram impacto imediato, com prisões e grande repercussão na imprensa. No entanto, o principal problema estaria no desdobramento dos casos após a fase policial.
“O que me preocupa é quando essa operação é encerrada e vai para o Judiciário. Qual é o resultado efetivo disso?”, questionou.
Augusto Almeida destacou que, em alguns casos, a exposição pública dos investigados acaba sendo a única consequência mais visível. “Teve uma época em que a gente via políticos sendo algemados, e aquilo era praticamente a única punição. Hoje, às vezes, nem isso acontece”, afirmou.
O ex-agente também chamou atenção para a limitação do efetivo policial diante da frequência das operações. Segundo ele, mesmo com ações praticamente diárias, o número de agentes não acompanha a demanda.
“Se tiver operação de segunda a sexta, basicamente é o mesmo efetivo. Não muda nada”, pontuou.
Apesar das críticas, Almeida reconheceu que a atuação constante da Polícia Federal traz sensação de alívio à população, ao demonstrar presença no combate ao crime. Ainda assim, ele reforça que o impacto real das operações depende da continuidade dos processos na Justiça.
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