Esporte

GP do Brasil de Fórmula 1 dá prejuízo de R$ 98 milhões

Perda dos principais patrocinadores gera rombo nas contas e pode influenciar o futuro da corrida na categoria

Publicado em 12/11/2016, às 07h45    Beto Issa/ GP Brasil    Redação Bocão News

Em sua 45.ª edição, o GP do Brasil de Fórmula 1 perdeu importantes patrocinadores e deve apresentar prejuízo de US$ 30 milhões (cerca de R$ 98 milhões) neste ano, de acordo com o jornal Estadão. 
A publicação explica que a maior baixa foi a Petrobras, que até batizava o GP. A estatal sofre com duras perdas econômicas em meio às investigações da Operação Lava Jato. A etapa brasileira também ficou sem o apoio da Shell.
 “Neste ano certamente não vamos conseguir fechar as contas”, revelou Tamas Rohonyi, em entrevista exclusiva ao jornal. “Deve dar um prejuízo de US$ 30 milhões.” Sem revelar detalhes sobre as finanças do GP, ele atribui o pesado déficit às perdas dos patrocínios da Petrobras e da Shell.
Ainda de acordo com a reportagem, os números do GP do Brasil, no entanto, não causam preocupação imediata ao promotor da prova. Pelo acordo que tem com a Formula One Management (FOM), esta perda é saldada pela empresa que administra a F-1. “O contrato que temos com ela é que, se não conseguirmos fechar as contas, a empresa paga. É o contrato que temos atualmente. Claro que isso incomoda a FOM, mas esta é uma decisão estratégica dela.”
Ao jornal, Tamas admite não saber por quanto tempo a FOM sustentaria o prejuízo do GP do Brasil, caso as baixas se estendam por mais anos. “Talvez aguente um ano, dois anos. Em 2017, o ‘buraco’ deve ser de US$ 3 ou US$ 5 milhões, o que obviamente não vai fazer muita diferença na vida da FOM. Agora, US$ 30 milhões dói, né?”, disse.
Se não preocupa a curto prazo, a perda do patrocínio pode virar um problema no futuro, caso os prejuízos se acumulem. Tanto que a saída da Petrobras foi tema de conversa entre Bernie Ecclestone, chefão da F-1, e o presidente Michel Temer em encontro realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, na última quarta-feira. Os dois conversaram por cerca de 30 minutos. Foi o primeiro encontro de Ecclestone com Temer. 
“O presidente reafirmou que o GP do Brasil é importante para o País”, disse o promotor da corrida em Interlagos sobre o encontro. “Ele disse que estamos atravessando fase econômica muito difícil, que perdeu o patrocínio, o que tem consequências sérias para o empreendimento”, contou Tamas.

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