Esporte

Festejado empate

Publicado em 22/07/2013, às 09h08   Edson Almeida



Nunca um empate foi tão bem vindo para os que torcem pelo Bahia como este 0x0. Ficou explícito que o quase imbatível e sempre favorito do século passado chegou a uma situação tão deplorável nestes últimos tempos que empatar como empatou com o Vitória a foi uma glória. 
O justificável é que, agora, em cinco jogos realizados na temporada e um segundo empate (dois pontos em 15 disputados) a atuação tricolor foi realmente de time grande: jogou de peito aberto, teve a coragem de abdicar daquela pequenez de jogos anteriores, quando, acuado, não encontrava meios para agredir o adversário e, por isso mesmo, em dois jogos, levou goleadas humilhantes.
Essa transformação se deve ao modo simples como o técnico Cristóvão Borges vem resgatando a auto-estima dos jogadores e a convicção da grandeza do Bahia. O time tem neste início de Brasileiro uma postura condizente com a história real do clube, de luta, de superação. As sem perder a consciência de suas limitações, que ainda são grandes.  
Foi por isso que a torcida aplaudiu os jogadores ao final do clássico, num duplo reconhecimento: o bom jogo do Bahia e o empate com um Vitória de muito mais recursos e de estrutura bem mais sólida. Em todos os aspectos possíveis.
O clássico foi equilibrado, movimentado, deixou grande apreensão nas duas torcidas, do princípio ao fim, faltando apenas gols de um lado e de outro, porque os dois times procuraram isso o tempo inteiro, sobrando ao Bahia uma ótima chance de Fernandão, que o goleiro Wilson cresceu à sua frente e evitou a finalização e ao Vitória uma investida de Dinei, que Madson impediu com falta, na entrada da área e que o árbitro Paulo César de Oliveira sequer marcou falta, que até merecia cartão para o lateral tricolor. No resto (e foram muitas), tentativas que os zagueiros evitaram ou passaram com perigo perto das metas, algumas com boas defesas de Lomba e Wilson.
O clássico, com mais de 35 mil torcedores no estádio, deixou a lição de que, muitas vezes, vale também, em grande rivalidade, um time não adiantar o seu lado, porque o Bahia continuou estacionado em sexto lugar, mas, também, não permitiu que o adversário chegasse à liderança do campeonato – e no caso específico, o Vitória até saiu do G-4, consumada a vitória do Inter sobre o Flamengo, por 1x0.
Agora, Vitória com 14 pontos e Bahia com 13, os dois beirando o grupo dos melhores, as duas próximas rodadas vão definir a trajetória, o tricolor pegando Goiás e Flamengo na Arena, onde o desafio continua sendo vencer um grande time no novo estádio e o rubro-negro joga com o Coritiba e Botafogo, melhores times do campeonato, fora de casa, duas pedreiras muito difíceis.

Classificação Indicativa: Livre

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