Esporte

Dado vê jogo equilibrado, mas aponta falta de opções ofensivas: "Fiquei um pouco receoso"

Rafael Machado/ECB
Bahia ficou no empate em 1 a 1 com o Montevideo City Torque, no Uruguai, pela Copa Sul-Americana  |   Bnews - Divulgação Rafael Machado/ECB

Publicado em 22/04/2021, às 12h14   Redação Galáticos Online



O Bahia estreou com empate na Copa Sul-Americana. Em Montevidéu, no Uruguai, o Tricolor ficou no 1 a 1 com o Montevideo City Torque.

O time baiano começou bem a partida e abriu o placar com Rodriguinho, aos nove minutos do primeiro-tempo. Mas, a equipe de Dado Cavalcanti caiu de produção no segundo-tempo, viu os donos da casa empatarem com Pizzichillo e quase levou a virada. O técnico Dado Cavalcanti também pontuou as chances, mas viu um duelo equilibrado diante do time uruguaio. 

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"Difícil jogar contra eles, por terem jogadores atrás, de defesa, que têm muita qualidade técnica na construção, inclusive, o goleiro. Quando a pressão mais alta não é encaixada, sofremos muito para correr atrás. Quando sai da nossa pressão, a gente se desgasta correndo para trás. Para evitar essa condição de pressão mais frágil da nossa equipe, uma das saídas é baixar as linhas e esperar que o adversário entre no nosso campo para recuperar a posse e sair no contra-ataque. Foi o que propusemos no segundo tempo. Fizemos uma partida equilibrada. Era um jogo em que não prevíamos facilidade. Comprovamos as dificuldades, como aconteceu. Enfrentamos um adversário que retém muito a posse, dita bem o ritmo. Tivemos as melhores chances. Talvez o triunfo não seria algo muito maior do que produzimos em campo", disse. 

Dado explicou a primeira substituição, quando trocou Patrick por Lucas Aaújo. Segundo o treinador, a mudança se deu por conta de condições disciplinares.

"Patrick é um construtor, que inicia nossas jogadas. A saída dele se deu por condição disciplinar. Tinha tomado um amarelo. O árbitro exagerou em algumas marcações em relação à nossa equipe. Houve uma disputa normal no fim do primeiro tempo, ele acabou apitando a falta. Houve manifestação do banco do adversário. O árbitro chegou a botar a mão no bolso. Fiquei temeroso em relação à permanecia do Patrick no segundo tempo. Ia ocasionar uma expulsão, e íamos ficar com um a menos. Lucas [Araújo] demorou para pegar o ritmo, o jogo estava muito quente. Ele demorou para entender a nossa construção, faz parte do processo. Mas quando Lucas se adaptou um pouco ao jogo, tivemos mais posse, construção. João Pedro também contribuiu para a força ofensiva lado direito. Conseguimos resolver essa deficiência que tivemos no início do primeiro tempo", afirmou.

Por fim, o comandante se queixou da falta de opções ofensivas para mudar o time.

"A primeira troca que eu fiz já foi no intervalo. Mas entendo o questionamento. Hoje vim mais limitado em relação a opções, principalmente ofensivas. Estávamos, após o gol tomado, susto do gol tomado, estávamos equilibrados em campo. Fiquei um pouco receoso na troca de peças, de provocar um desequilíbrio. Retardei [as trocas], quando vi que os jogadores baixaram a guarda em relação ao cansaço, diminuíram o ritmo, comecei a fazer as trocas para oxigenar a equipe, procurar mais agressividade ofensiva".

O Bahia volta a campo pela Sul-Americana na terça-feira, quando enfrenta o Guabirá-BOL, em Pituaçu. Porém, antes, o Tricolor tem o Fortaleza, pela semifinal da Copa do Nordeste, neste sábado.

Classificação Indicativa: Livre

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