Esporte

Itália e México fazem segundo jogo da Copa das Confederações

Partida será disputada às 16h deste domingo, no Maracanã

Publicado em 16/06/2013, às 09h00        Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)

As estreias de Itália e México na Copa das Confederações colocam frente a frente dois astros do futebol mundial que caminham em direções opostas fora de campo. Cada um a seu estilo, os atacantes Mario Balotelli e Javier 'Chicharito' Henández cativam fãs pelo mundo. Marrento, colecionador de polêmicas e de clubes na ainda curta carreira, o italiano causa frenesi por onde passa. Pouco avesso a badalações, rápido em campo e carinhoso com a família, Chicharito também carrega fãs assim que aparece.
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Balotelli em treinamento no Maracanã
Balotelli em treinamento no Maracanã

Em próprio solo brasileiro, os caminhos opostos de ambos puderam ser observados com mais atenção. Mario Balotelli chegou ao Rio com seu estilo. Logo no jogo de São Januário, contra o Haiti, aglomerou torcedores à beira da aquibancada apenas na expectativa de um autógrafo, uma foto ou um aceno. No centro do campo, gola levantada, óculos escuros, expressão de superioridade e enormes fones em volta do pescoço. Era Balotelli. Ou Super Mario, apelido dado na Europa. Como queiram. 

Aos 22 anos, esse italiano de Palermo teve infância complicada. Filho de imigrantes ganeses, foi adotado pela família Balotelli em Brescia, aos dois anos de idade. Baseado na lei italiana, teve de esperar completar 18 anos para adquirir a cidadania do país. Por isso, ficou fora das divisões de base da Squadra Azzurra. Dono de grande velocidade e chute poderoso no pé direito, Balotelli notabilizou-se por colecionar polêmicas com a mesma facilidade com que fez gols. Aos 19 anos, estreou pela Itália, logo após a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. 

Enquanto defendia a Inter de Milão foi flagrado por uma tv italiana com a camisa do arquirrival, Milan. Parou, então, na Inglaterra, no Manchester City. Foi médico e monstro. De episódios como fogos de artifício dentro de casa até astro em goleada de 6 a 1 sobre o rival Manchester United. Na celebração de um dos gols, mostrou a camisa com o questionamento "Why always me?" (Por quê sempre eu?). Ganhou ainda mais fama.

Os seguidos episódios controversos fora de campo, no entanto, o fizeram ser negociado com o Milan. De volta à Itália, o atacante voltou a colecionar gols, mas não deixou as polêmicas de lado. Chegou a garantir que deixaria a namorada dormir com os jogadores do Real Madrid, derrotados por 4 a 1 pelo Borussia Dortmund na primeira partida da semifinal, caso eles conseguissem a classificação para a final da Liga dos Campeões. Perdeu a aposta e a mulher. Balotelli em essência.

"Sabemos que ele é o grande astro, mas estamos sempre dispostos a ajudá-lo. É um grande jogador e companheiro", disse o zagueiro Barzagli durante esta semana.

No Brasil, o jogador se mostrou até solícito aos fãs durante uma visita ao Cristo Redentor.

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Chicarito participa de treinamento do México no Maracanã
Chicarito participa de treinamento do México no Maracanã

 Brincalhão, não larga o companheiro de Milan e seleção, o também atacante El Shaarawy, durante os treinos. Aos 22 anos, repousam sobre ele as maiores esperanças italiana. Único negro do elenco, parece estar feito ao desafio.

Assim como Chicharito. Reforço do Manchester United desde 2010, o atacante mexicano já carrega no currículo uma Copa do Mundo. Ainda garoto, entrou em campo contra a França, em 2010, e marcou um gol. Emocionado, não parou de repetir a todos que havia repetido o feito de seu avô, Tomás Balcázar, também autor de um gols contra os Bleus na Copa de 1954. Um atacante família.

Nem mesmo a fama no poderoso Manchester United retirou a humildade desde mexicano de 25 anos e com um país de esperança sobre as costas. Tão logo desembarcou no Brasil durante esta semana, Chicharito foi alvo de pedidos de fotos e autógrafos. Atendeu a todos com paciência. No dia seguinte, em São Januário, fez o oposto de Balotelli: tirou de si qualquer holofote, ainda que tenha se disponibilizado para entrevistas.

"Sempre sonhei em jogar futebol e isso (dar entrevistas) é parte da profissão. Não me sinto a figura principal do time. Sou um a mais, como todos questão aqui", afirmou Chicharito.

Palavras simples para quem, aos 25 anos, já é o quinto maior artilheiro da história da seleção mexicana, com 32 gols assinalados.

Neste domingo, frente a frente, no Maracanã, estarão o polêmico Balotelli e o humilde Chicharito. Nem melhor, nem pior. São apenas, mesmo, diferentes. Sorte do futebol.

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