Esporte

Acordo financeiro mantém Barradão na mira da Justiça; entenda o risco assumido pelo Vitória

Maurícia da Matta/EC Vitória
Esporte Clube Vitória repactua dívida com o Banco Central, mas mantém penhora do Barradão como garantia do acordo financeiro  |   Bnews - Divulgação Maurícia da Matta/EC Vitória
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 03/02/2026, às 18h48



O Esporte Clube Vitória repactuou uma dívida com o Banco Central, ganhou fôlego financeiro no curto prazo, mas aceitou manter a penhora do Estádio Manoel Barradas, o Barradão, como garantia do acordo.

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A informação consta em documento oficial ao qual o Bnews teve acesso e confirma que o principal patrimônio do clube segue juridicamente vinculado ao processo de execução fiscal.

De acordo com o termo, a adesão ao parcelamento não suspende a penhora do estádio, que continua registrada em cartório e vinculada a uma ação que tramita na 8ª Vara Federal da Seção Judiciária da Bahia. O imóvel está devidamente identificado pela matrícula nº 77.547, no 2º Ofício de Registro de Imóveis e Hipotecas de Salvador.

O ponto mais sensível do acordo aparece nas cláusulas finais. Caso o Vitória deixe de pagar qualquer parcela, após 30 dias da notificação formal, o processo de execução fiscal poderá seguir normalmente pelo saldo devedor. O documento vai além e deixa explícito o pior cenário possível: a expropriação imediata do bem penhorado.

Veja o trecho do acordo
Veja o trecho do acordo

Na prática, isso significa que, em caso de rompimento do acordo, o Barradão pode ser tomado judicialmente, conforme previsto no parágrafo único do termo assinado pelo clube.

Outro trecho relevante estabelece que a assinatura do acordo representa uma confissão irrevogável e irretratável da dívida, impedindo qualquer contestação futura sobre os valores ou condições impostas. O Vitória também declara aceitar integralmente as normas do Banco Central e da legislação vigente.

Apesar de garantir previsibilidade financeira momentânea, o acordo mantém o clube sob forte pressão administrativa. O cumprimento rigoroso do parcelamento passa a ser fundamental para evitar consequências mais graves envolvendo o estádio, símbolo histórico do rubro-negro baiano.

Até o momento, o clube não divulgou nota oficial detalhando os termos do acordo nem esclarecendo como pretende blindar o Barradão de riscos futuros.

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