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Após condenação, Ancelotti pode ser preso durante viagens com a Seleção Brasileira? Entenda

Rafael Ribeiro/CBF
Após condenação por fraude fiscal, Carlo Ancelotti enfrenta incertezas sobre sua participação na seleção brasileira e compromissos internacionais  |   Bnews - Divulgação Rafael Ribeiro/CBF
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 28/07/2025, às 16h41



A condenação do técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, a um ano de prisão por fraude fiscal na Espanha e multa de cerca de R$2,4 milhões, quando ainda era treinador do Real Madrid, tem levantado dúvidas sobre as condições de viagens do italiano para partidas na Europa.

Segundo especialistas ouvidos pelo Estadão, é improvável que o comandante da seleção brasileira seja preso ou impedido de viajar para compromissos com a seleção, mesmo em países europeus ou nos Estados Unidos. A decisão ainda cabe recurso na Justiça.

A condenação diz respeito ao ano fiscal de 2014, durante sua primeira passagem pelos Merengues, quando teria deixado de declarar cerca de 386 mil euros. Ancelotti se defendeu afirmando que confiava seus contratos a um consultor britânico e desconhecia qualquer irregularidade.

Especialistas em Direito Internacional explicam que, como réu primário condenado a menos de dois anos por um crime sem violência, ele se enquadra em um dispositivo legal que permite a suspensão da pena. Casos semelhantes já ocorreram com Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar, também condenados por evasão fiscal na Espanha.

Sobre a possibilidade de extradição, o advogado Eduardo Maurício destacou ao Estadão que o Brasil pode recusar um eventual pedido, especialmente enquanto a sentença não tiver transitado em julgado. Além disso, até o momento, não há mandado de prisão contra Ancelotti, nem na Espanha nem na Interpol.

Apesar de a situação não impedir viagens, o técnico pode enfrentar dificuldades futuras em países com acordos judiciais com a Espanha. Ainda assim, segundo os juristas, sua participação na Copa de 2026 e em amistosos internacionais não deve ser afetada por enquanto.

Na esfera esportiva, a condenação pode gerar cláusulas contratuais de rescisão, mas não há precedentes de punição técnica por esse tipo de crime. 

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Ancelotti em coletiva pela Seleção - Rafael Ribeiro/CBF

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