Esporte

Após projeto fracassar, gigante da Série A negocia venda da SAF para filho de dono da Crefisa

Leandro Amorim / CRVG
Após colapso administrativo, Vasco da Gama busca novo rumo com a venda da SAF para Marcos Faria Lamacchia, filho do dono da Crefisa.  |   Bnews - Divulgação Leandro Amorim / CRVG
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 25/12/2025, às 17h35 - Atualizado às 17h40



Após um projeto que prometia recolocar o clube no topo do futebol brasileiro, mas terminou em colapso administrativo e financeiro, o Vasco da Gama tenta virar a página e negocia a venda do controle da SAF para Marcos Faria Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa.

De acordo com o Globo Esporte, as conversas representam mais uma tentativa do clube de encontrar estabilidade após a turbulenta passagem da 777 Partners pelo comando do futebol cruzmaltino — o que faz com a negociação aconteça em meio a um cenário de desconfiança e cautela.

As tratativas ainda estão em estágio inicial e não há definição sobre valores, percentual de venda ou prazo para conclusão do negócio. Qualquer avanço dependerá de análises jurídicas, da situação da recuperação judicial da SAF e da aprovação dos Conselho Deliberativo e Fiscal do clube.

Vendida em 2022 como solução definitiva para os problemas financeiros do Vasco, a SAF sob controle da 777 acabou se tornando sinônimo de atrasos, promessas não cumpridas e disputas judiciais.

O projeto, que previa investimentos robustos, reestruturação esportiva e crescimento sustentável, ruiu após o fundo norte-americano enfrentar dificuldades financeiras e perder capacidade de aporte.

Hoje, a SAF vascaína está dividida em: 30% pertencente ao clube associativo; 31% pertencem à 777 — que os comprou em aportes desde 2022; e 39% em discussão na arbitragem.

Em 2024 e 2025, o Vasco passou a conviver com salários atrasados, limitações no mercado da bola e instabilidade política, culminando na retomada do controle operacional da SAF pelo clube associativo, com aval da Justiça. A saída da 777 marcou o fim de um modelo que nunca conseguiu entregar os resultados esportivos e institucionais esperados pela torcida.

Agora, a possível entrada de Lamacchia surge como uma alternativa para reorganizar o futebol vascaíno. Embora seja filho do dono da Crefisa, o empresário atua de forma independente, com atuação no setor financeiro, e não integra formalmente o comando da empresa que foi patrocinadora máster do Palmeiras por anos.

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