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Árbitro FIFA aceita proposta de trabalho nos Emirados Árabes e critica profissão no Brasil: "Diferença muito grande"

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O árbitro FIFA expõe da falta de profissionalismo de sua área no Brasil, o árbitro destacou diferenças salariais entre os dois países  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Pixabay
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 14/11/2024, às 15h10



Igor Junio Benevenuto, profissional de arbitragem da FIFA desde 2021, sendo um dos árbitros de vídeo mais conceituados do país, recebeu uma proposta para trabalhar nos Emirados Árabes Unidos e decidiu deixar o Brasil.

O contrato oferecido até o fim de março de 2025 possui diversas vantagens, já que tem a garantia de um salário em dólar ao fim do mês, independentemente do número de jogos que apitar. No país árabe, a rotina do juiz tende a ser mais tranquila, sem muita pressão, possibilitando o treino diário, segundo informações do ge.

O árbitro é o único amador dentro do futebol e tem que viver como profissional", afirmou Igor.

Além de expor a falta de profissionalismo de sua área no Brasil, o árbitro também destacou diferenças salariais entre os dois países: "A diferença é muito grande, uns 60% a mais do que eu ganharia no estadual em Minas Gerais. No Brasil, por exemplo, quando você é um árbitro Fifa ganha um pouco mais, tem uma remuneração um pouco melhor, mas tem o problema de ser por jogo. Se eu trabalhar, beleza. Se eu não trabalhar, não ganho, posso ter algum problema físico, algum problema particular. Posso ter algum problema em um jogo que eu vou ter que passar por um treinamento, um período fora fazendo aprimoramento, então isso tudo interfere. Aqui [Emirados Árabes] vou ganhar em dólar."

"Se eu fizer uns dez jogos por mês no Brasil ou mais, fica praticamente equivalente ao valor que eu receberia aqui. Mas aqui ainda é um pouco mais, eu ganho um salário mensal. Se eu fizer um jogo, vou ganhar aquele salário. Se eu for apitar dez jogos, é aquele mesmo valor. A proposta surgiu agora, final do ano, em dezembro a gente não tem jogo. Então, praticamente fica cinco meses ganhando uma taxa muito menor porque são estaduais", completou o árbitro em entrevista ao Globo Esporte.

Para conseguir trabalhar nos Emirados Árabes, Igor precisou pedir uma licença para a Federação Mineira de Futebol e a CBF. O árbitro garante que a liberação foi tranquila e considerada uma vitória por quem comanda a arbitragem nacional, mostrando o valor do profissional brasileiro no exterior.

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