Esporte

Arthur Nory sofre acidente violento e precisa ser socorrido em Mundial de Ginástica Artística

Reprodução/Redes Sociais
Campeão mundial bateu a face contra o aparelho durante as eliminatórias na Holanda, precisou de sutura e teve retorno barrado por precaução médica.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 17/10/2026, às 16h22   Gabriel Dinis



Um susto marcou a participação do Brasil nas eliminatórias masculinas do Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2026, realizado na arena Rotterdam Ahoy, na Holanda, neste sábado (17).

O ginasta brasileiro Arthur Nory sofreu um acidente durante sua série na barra fixa, bateu o rosto contra o aparelho no meio de um exercício e precisou levar pontos no local. A equipe médica vetou a participação do atleta das próximas rotações.

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O incidente aconteceu logo no início da apresentação de Nory na barra fixa, aparelho em que é especialista e pelo qual conquistou o título mundial em 2019 e a medalha de bronze em 2022.

Em busca de uma alta pontuação, o brasileiro estreava uma série inédita e consideravelmente mais difícil do que a apresentada na Copa do Mundo da Hungria, no mês passado. O erro ocorreu na execução do exercício "Deff", uma das largadas de maior grau de dificuldade da ginástica mundial, avaliada com valor G no Código de Pontuação da modalidade.

O atleta de 32 anos errou o tempo de pegada em uma das retomadas aéreas e chocou o rosto com força contra o equipamento. O impacto abriu um corte profundo na região do supercílio, gerando sangramento imediato. 

A apresentação foi interrompida na hora, e o ginasta recebeu os primeiros socorros ainda no tablado pela equipe médica da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e pelos socorristas da Federação Internacional de Ginástica (FIG), sendo encaminhado imediatamente à sala médica do ginásio.

Em publicação no Instagram, o ginasta contou que tentou convencer os médicos a liberá-lo para os aparelhos seguintes, visando somar pontos para a equipe brasileira. Apesar do apelo, os especialistas mantiveram o veto por cautela, seguindo os protocolos internacionais que exigem afastamento imediato diante de qualquer risco de concussão.

“Na adrenalina, você nem percebe. Eu pedi: ‘Doutor, amarra essa cabeça, deixa eu continuar’, mas não deixaram”, comentou o atleta.

A baixa de Nory custou caro à estratégia da seleção brasileira em Roterdã. Pelo regulamento das eliminatórias mundiais, quatro ginastas se apresentam em cada aparelho e as três melhores notas são computadas, havendo o descarte da pior pontuação.

Sem o medalhista olímpico no solo e no salto, o time verde-amarelo foi obrigado a competir com apenas três atletas nessas rotações. Com isso, o Brasil perdeu a margem de erro, tendo que validar compulsoriamente todas as notas obtidas, o que pesou diretamente na soma final da equipe na disputa por uma vaga entre as finalistas do torneio.

Apesar do susto e do corte, a comissão técnica confirmou que Nory passa bem. O atleta permaneceu no ginásio com um curativo na cabeça incentivando os companheiros de equipe e continuará sob observação médica nas próximas horas.

Classificação Indicativa: Livre

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