Esporte

Áudios vazados de Dudu com diretor do Palmeiras repercutem: "Time pra mim não vai faltar"

Reprodução/Cesar Greco/Ag Palmeiras
Áudios entre Dudu e Anderson Barros expõem descontentamento do jogador e a posição da diretoria sobre sua saída do clube  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Cesar Greco/Ag Palmeiras
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 30/07/2025, às 16h40



A divulgação de áudios de uma conversa entre o atacante Dudu e o diretor de futebol do Palmeiras, Anderson Barros, nesta quarta-feira (30), trouxe à tona novos detalhes sobre os bastidores da saída do jogador do clube.

Os registros, anexados pela defesa de Dudu em um processo judicial contra a presidente do Verdão, Leila Pereira, mostram o atleta afirmando que não queria deixar o clube e que se sentia desvalorizado pela diretoria. Nas gravações, feitas em junho de 2024, Dudu revela o desejo de permanecer e se mostra incomodado com a forma como sua possível renovação foi conduzida.

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“Nunca vou querer sair do Palmeiras... Para mim, tanto faz renovar ano que vem. Se eu não renovar, vou sair… Cruzeiro, Santos, Corinthians… time não vai faltar”, diz o atacante em um dos trechos.

Do outro lado, Anderson Barros destaca o respeito à história de Dudu no clube, mas tenta justificar a posição do Alviverde. No áudio, ele compara a situação do camisa 7 à de astros do futebol europeu como Cristiano Ronaldo e Casemiro, citando decisões semelhantes tomadas por Real Madrid e Manchester United.

"Você é o jogador mais pesado do Palmeiras. Qualquer decisão que se toma em relação a você tem um impacto absurdo", explicou o dirigente.

Barros ressalta que o clube não fez promessas irreais e que a decisão da diretoria foi baseada em critérios técnicos e administrativos.

Veja os áudios vazados e a conversa de Dudu e Anderson Barros:

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Relembre o que aconteceu entre Leila e Dudu

A presidente do Palmeiras moveu uma ação contra o atacante, atualmente no Atlético-MG, após ofensas feitas pelo jogador nas redes sociais. O processo, iniciado ainda em janeiro de 2025, pedia R$ 500 mil por danos morais, segundo documento ao qual a reportagem teve acesso.

O episódio ocorreu no início do ano, e a dirigente entendeu que as declarações extrapolaram o campo esportivo. A medida judicial é mais um capítulo na relação conturbada entre Dudu e o Palmeiras, que já havia se desgastado durante o processo de saída do jogador no fim de 2024.

Na ocasião, Leila Pereira disse que Dudu "saiu pela porta dos fundos". O jogador rebateu com uma foto em suas redes sociais:

"O caminhão estava pesado e me mandaram sair pela porta dos fundos! Minha história foi gigante e sincera, diferente da sua, senhora Leila Pereira. Me esquece. VTNC."

A presidente acionou seus advogados e considerou a conduta do jogador machista e ofensiva. Após o processo, na sessão do STJD, Leila chamou Dudu de covarde e disse que ele a agrediu verbalmente.

O atacante não compareceu e enviou um vídeo pedindo desculpas às mulheres. Leila criticou a ausência do jogador e reforçou que casos como esse devem ser denunciados.

O STJD considerou Dudu culpado por misoginia contra Leila Pereira. Por decisão unânime, o jogador foi punido com seis jogos de suspensão e multa de R$ 90 mil, com base no artigo 243-G do CBJD.

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