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BNews 15 anos: Do retorno a Série A ao retorno a Libertadores, relembre trajetória de ascensão do Bahia

Letícia Martins/EC Bahia
Após voltar para a Série A em 2010, o Bahia passou por um processo de reconstrução até ser vendido ao City Football Group  |   Bnews - Divulgação Letícia Martins/EC Bahia
Melissa Lima

por Melissa Lima

melissa.lima@bnews.com.br

Publicado em 27/09/2025, às 06h00



Em 2025, ano em que o BNews celebra 15 anos de existência, uma série de reportagens com casos que foram destaque no ano de fundação do veículo ganharão um destaque especial. É o caso do acesso do Bahia à Série A após sete anos. 

Em 13 de novembro de 2010, o Esquadrão voltou à elite do futebol brasileiro após um longo período longe. Na ocasião, o Tricolor venceu a Portuguesa por 3x0, com gols de Adriano Michael Jackson e Nen. 

Após o acesso, o Bahia viveu um longo processo de ascensão, que teve oscilações, mas culminou no melhor momento do clube desde 1988. Após anos seguidos consolidado na série A, foi em 2013 que a história começaria, de fato, a mudar. 

Antes da bonança, veio a tempestade: após goleadas históricas sofridas para o maior rival no campeonato baiano daquele ano, coincidindo com a reinauguração da Fonte Nova, a torcida Tricolor decidiu dar um basta na situação política do clube. 

Através de uma intervenção judicial que levou à criação da "Democracia Tricolor", a nação conseguiu implantar um modelo de gestão que conferia poder de voto aos sócios para as decisões do clube, incluindo a escolha do presidente. 

Não foi imediatamente após a democratização, porém, que as coisas melhoraram: em 2014, o Bahia viveu um novo descenço a série B, dessa vez junto com o rival. O Vitória conseguiu retornar à elite imediatamente, mas o Esquadrão só disputou novamente a primeira divisão em 2017.

Lutando para se consolidar, o Bahia teve um crescimento significativo em termos de estrutura e administração, conseguindo se manter na elite e alcançando o maior orçamento de sua história em 2021. Por uma infeliz contradição, foi nesse ano que o clube foi rebaixado pela última vez. 

Apesar da dor e decepção de viver novamente seu maior pesadelo, o Bahia já não era mais o mesmo. Além de fazer uma Série B segura, garantindo o retorno à primeira divisão, o clube estava prestes a dar o maior passo de sua história recente: a venda da SAF para o City Football Group, maior conglomerado de futebol do mundo. 

De volta à elite em 2023, o ano não foi exatamente como o torcedor esperava. Apesar de ser campeão baiano, no Campeonato Brasileiro o Esquadrão lutou até o fim contra um novo rebaixamento, terminando a competição na 16ª colocação.

A expectativa da torcida crescia diante das contratações e mudanças promovidas pelo Grupo City, mas 2024 começou com a perda do título baiano para o Vitória. Parecia ser mais um ano de dificuldades, mas o Campeonato Brasileiro reservou gratas surpresas. 

Após uma campanha histórica, sobretudo no primeiro turno, o Bahia conquistou sua melhor colocação na era dos pontos corridos, ficando em 8º na tabela. O desempenho foi suficiente para retornar à Libertadores da América após 35 anos

2025, por si só, já começou sendo um ano histórico. Após duas fases preliminares, o Esquadrão garantiu a tão sonhada vaga na fase de grupos da Libertadores e, apesar de fazer uma campanha memorável, acabou não avançando ao mata-mata. 

A eliminação não esmoreceu o Tricolor de Aço. Ainda no meio da temporada, o time comandado por Rogério Ceni já conquistou feitos importantes: além de finalista da Copa do Nordeste, segue vivo na Copa do Brasil e está no G4 do Campeonato Brasileiro. 

Além dos resultados quantitativos, a sensação da torcida é completamente diferente do que era há 15 anos. Hoje, a nação tricolor sabe que pode conquistar mais. Que é possível sonhar com competições continentais ou novos títulos nacionais, ver jogadores representando a Seleção Brasileira e ser protagonista no futebol brasileiro. 

Classificação Indicativa: Livre

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