Esporte

Brasileira relata assédio em Paris durante Jogos Olímpicos

Reprodução/Redes Sociais
Flávia Bandoni relatou assédios que sofreu enquanto trabalhava em Paris  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Melissa Lima

por Melissa Lima

melissa.lima@bnews.com.br

Publicado em 06/08/2024, às 19h11



Os casos de assédio durante os Jogos Olímpicos de Paris tem se tornado frequentes. Depois de uma réporter relatar o ocorrido enquanto trabalhava, a produtora de conteúdo Flavia Bandoni, de 22 anos, conta que chegou a chorar de medo dentro do metrô. 

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"Estava esperando para entrar no vagão e um homem me deu passagem. Entrei e procurei um local vago, perto de um homem para me sentar porque já tinha ficado desconfortável [...] Ele veio atrás de mim e começou a falar. Eu não entendi, então ele perguntou que língua eu falava. Quando disse que inglês, começou a dizer que eu era muito bonita, bem grudado ao meu rosto. Eu dizia que tinha namorado, mas não adiantava", conta. 

"Uma menina muçulmana veio me ajudar, dizer que estava tudo bem e que ele não ia fazer nada. Que já tinha passado. Foi muito assustador". Bandoni disse ainda que as pessoas do metrô não fizeram nada e ficaram só olhando, enquanto garantiu que "com certeza não seria assim no Brasil."

Em outra situação, um homem se aproximou de Flávia para mostrá-la, em uma ligação de vídeo, para um amigo.

"Estava vendo o pôr-do-sol em uma ponte, de fones de ouvido. Um homem se aproximou, fazendo uma ligação de vídeo com um amigo, e começou a me mostrar e apontar pra mim. Me colocou no vídeo. Não entendi que língua ele falava, se era francês ou indiano", conta. 

Ela afirmou também que se sente menos segura em Paris do que no Brasil. "Não sei a língua, não entendo o que estão comentando, só que são provocações. Em casa os caras se intimidam se a gente olha feio, se falamos que temos namorado? Aqui não".

A influenciadora já repensou looks antes de sair de casa e pediu escolta de amigos para sair de um restaurante, pois o garçom a esperava do lado de fora. Flávia ainda contou ao UOL que situações de assédio acontecem todos os dias, e geralmente são cometidas por homens franceses. "Eles olham muito, com maldade", diz.

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