Esporte
por Analu Teixeira
Publicado em 04/12/2025, às 16h31
A dois anos da Copa do Mundo de 2026, o Brasil tenta quebrar um jejum que já dura 24 anos. E, para Edmílson, campeão mundial em 2002, a seleção de Carlo Ancelotti tem mais semelhanças com a histórica geração do penta do que muita gente imagina.
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Em entrevista exclusiva à ESPN, o ex-volante comparou os dois grupos e ainda deixou uma recomendação ousada para Neymar.
Edmílson relembrou que, em 2002, a seleção reunia nomes que carregavam a dor da derrota de 1998 e estavam “com fome” de dar a volta por cima. Para ele, a atual equipe vive cenário semelhante após a frustração no Qatar.
De acordo com o ex-jogador, Casemiro, Marquinhos, Vinicius Jr., Rodrygo e o próprio Neymar, mesmo ainda não convocado por Ancelotti, formam uma base experiente e determinada a colocar o Brasil novamente no topo.
“O Brasil está bem parecido com a nossa geração. A gente tinha Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldo e Cafu, que tinham já perdido uma Copa antes e estavam loucos para vencer. Esse panorama é parecido, e se o Neymar estiver bem, vai nos ajudar muito”, afirmou Edmílson.
O ex-zagueiro ressaltou que os líderes do penta tinham a consciência de que poderiam estar diante da derradeira chance de conquistar o Mundial, algo que, segundo ele, pode ser determinante para a geração atual.
“A única diferença é que tinham quatro caras que tinham acabado de perder uma Copa do Mundo, e esses caras tinham caráter. Não estou falando que os meninos não têm, mas digo caráter de saber que é a última oportunidade de ganhar uma Copa do Mundo e entrar para a história”, completou.
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Conselho para Neymar
O momento de Neymar também foi tema. Com contrato prestes a terminar no Santos e convivendo com mais uma lesão no joelho, o camisa 10 segue sonhando com uma vaga no Mundial. Para Edmílson, porém, o astro precisa ir além.
Em tom sincero, o campeão do mundo sugeriu até que Neymar abra mão de salário para priorizar o sonho de levantar a taça.
“Se ele estiver bem…Vamos supor, acabou o Brasileiro. ‘Neymar, tira cinco meses, para de ganhar um pouquinho, foca em ajudar o futebol do Brasil. Não é a seleção brasileira, é você entrar na história”, opinou.
Ele ainda explicou que o peso de ser campeão do mundo ultrapassa carreira e dinheiro. “Eu até hoje colho os frutos desse título. Joguei no Barcelona, São Paulo, Lyon…Mas campeão do mundo é um hall muito seleto. Nada compra isso: não é dinheiro, não é tempo, não é família.”
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