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Com muita história para contar, ídolo relembra momentos com a camisa do Vitória

Victor Ferreira / EC Vitória
Agora atuando fora dos campos, jogador relembra momentos enquanto atuava pelo Vitória  |   Bnews - Divulgação Victor Ferreira / EC Vitória
Cadastrado por Tácio Caldas

por Cadastrado por Tácio Caldas

tacio.caldas@bnews.com.br

Publicado em 26/12/2024, às 18h55 - Atualizado às 18h56



Um dos grandes ídolos recentes do Vitória concedeu entrevista ao GE e abriu o jogo sobre sua carreira. Em dado momento, ao falar sobre o Leão da Barra, o atleta lembrou com muito carinho dessa fase da sua carreira. Damián Escudero, ex-meia do 'Colossal', se destacou entre 2013 e 2015 onde foi determinante em várias ocasiões.

O argentino chegou ao Rubro-Negro em 2013 — época da, até então, maior campanha de um time nordestino na Série A (Superada apenas em 2024 pelo Fortaleza) —. Sobre este assunto, Escudero lembrou que o grupo tinha confiança para dar e vender.

A gente sabia que podia vencer qualquer equipe. Fosse com Palmeiras, Corinthians ou Flamengo a gente jogava da mesma maneira. Pode ser considerado arriscado, mas fizemos uma grande campanha", rememorou o craque da camisa 11 de 2013.

Nessa mesma época, ocorreu a reinauguração da Arena Fonte Nova que viu, nos primeiros jogos, uma das maiores goleadas do Leão sobre o Bahia (Bahia 1 x 5 Vitória). No primeiro jogo da final do Campeonato Baiano daquele ano, a 'Arena das Goleadas' viu mais uma goleada do 'Colossal' (Vitória 7 x 3 Bahia).

Impressionante. A gente fazia gol e queria fazer mais um, mais um, essa era a nossa maneira de respeitar o rival, jogando para frente, não brincando ou falando nada demais. Esses valores para mim foram ensinados desde pequeno, mostrar dentro do campo", afirmou Damián Escudero.

Carreira atrapalhada por uma grave lesão

A carreira de Escudero foi atrapalhada em 2014 por uma grave lesão. O meia sofreu com uma lesão no Ligamento Cruzado Anterior (LCA) de um dos seus joelhos. Por conta disso, o ex-jogador precisou ficar entre seis a sete meses afastado dos gramados. Quando retornou, ainda não 100% fisicamente, o destino do Vitória já estava selado. Naquele ano, o Leão foi rebaixado para a Série B.

Eu vinha de um 2013 muito bom, mas acabei me machucando em fevereiro, em Pituaçu. Esse foi um ano de muito aprendizado para mim. De me comprometer ao máximo para voltar quanto antes. Foi um ano de muito sacrifício. Acordava às 7h, 8h, já estava no clube e só voltava para casa às 20h", conta o ex-jogador.

"Ave Fênix" — Escudero renasce — 🐦 

Para quem pensa que isso frustrou o ex-jogador argentino está muito enganado. No ano seguinte Escudero deu a volta por cima sendo a peça-chave para o acesso do Vitória para a Série A. Naquela temporada, o meia foi o artilheiro do time com 13 gols, um deles o de falta contra a Luverdense em plena Arena Fonte Nova lotada.

Não sei se foi o melhor temporada da carreira porque tive um ano muito bom no Vélez, outro no Grêmio, mas 2015 foi maravilhoso", analisou Damián Escudero em entrevista ao GE.

Retorno frustrado em 2019

A relação de Escudero e Vitória não foram só de flores. Isso porque o argentino teve momentos de turbulências com esse vínculo. Em 2019, depois de ficar quatro anos fora, — Vitória estava na Série B e era gerido por Paulo Carneiro que foi destituido três anos depois —. À época, Escudero foi convidado a treinar novamente no Barradão pelo gestor e sua equipe, mas não houve acordo entre o clube e o staff do atleta. Vale lembrar que o meia disse, naquele período, que houve um certo "amadorismo" por parte do clube nas negociações.

Me falaram que eu tinha que fazer um treino para demonstrar que estava apto para jogar ou não. Nesse momento mostrei que estava ótimo para jogar. Depois acabou que as pessoas que me levaram para lá fizeram coisas que não deveriam ter feito [...]. Senti que não fui valorizado. Não estava pedindo salário alto, só queria voltar para jogar e ajudar o clube", recordou Escudero.

Gratidão

Apesar disso, Escudero tem muita história positiva com o manto Rubro-Negro e essa situação supracitada não abalou isso. Ao todo, o meia disputou 100 jogos pelo Vitória, marcou 19 gols e deu 11 assistências. Foram 30 participações em gols em toda a sua passagem pelo Leão da Barra entre 2013 e 2015.

Sou muito grato de jogar no Vitória e fazer a campanha que fizemos em 2013. Se fosse hoje, a gente iria para a Libertadores. Mas naquela época só ingressavam quatro, e a gente ficou na quinta colocação. Idolatria a gente ganha com trabalho, dedicação. Isso para mim foi o mais importante. A torcida reconhece, e quem está dentro, o jogador, é o máximo. É uma idolatria pelo tempo que fiz, três anos, e por tudo que foi feito no campo. Não conseguia jantar com a família, demorava muito para sair, todo mundo me conhecia, tirava fotos", contou.

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