Esporte

Com valorização dos povos indígenas, Bahia revela novo uniforme para a temporada; veja as imagens

Divulgação / EC Bahia
O Esporte Clube Bahia com a Puma Brasil divulgaram, nesta sexta-feira (11), o novo terceiro uniforme do Esquadrão para a temporada  |   Bnews - Divulgação Divulgação / EC Bahia
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 11/09/2026, às 18h56



O Esporte Clube Bahia com a Puma Brasil divulgaram, nesta sexta-feira (11), o novo terceiro uniforme do Esquadrão para a temporada. Desenvolvida em parceria com a Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia (FINPAT), a camisa traz o conceito “O Brasil sempre esteve aqui” e valoriza a ancestralidade, os territórios e as causas dos povos originários.

A estreia da camisa está marcada para o confronto contra o Remo na próxima segunda-feira (14), pela 27ª rodada do Brasileirão. Na partida, os jogadores do Esquadrão entrarão em campo com nomes de povos indígenas da Bahia nas costas, como Pataxó, Tupinambá, Kirirí e Atikum.

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O uniforme possui uma estampa em tom inspirado nos colares pataxó. A peça também tem detalhes dourados na gola, nos recortes laterais, no logo da PUMA e no escudo monocromático do Bahia.

As cores do uniforme carregam significados ligados à relação dos povos originários com a natureza e o território. O azul faz referência às águas, ao mar e ao Oceano Atlântico, enquanto o dourado remete ao Tawá, barro de tonalidade amarela associado às riquezas da terra. A frase “O Brasil sempre esteve aqui” aparece na parte posterior da camisa, abaixo da gola.

“A FINPAT integra este projeto como consultora cultural, garantindo que a narrativa da campanha nasça de um processo de escuta e validação com as lideranças e comunidades indígenas de diversos territórios da Bahia. Nossa participação vai desde a imersão cultural e a construção do roteiro até o acompanhamento das gravações em território e a validação das ativações no dia do lançamento. Ver essa parceria se concretizar em meio a um cenário de violações constantes dos nossos direitos reforça o valor de espaços como este, em que os povos indígenas tornam-se as vozes e não apenas pauta, destacando o compromisso do Esporte Clube Bahia com a valorização e o protagonismo dos povos indígenas”, explica Ãtxuhã Pataxó, Consultor Cultural e Diretor de Comunicação da FINPAT. 

“Ser um clube disruptivo é também ter coragem para olhar para a nossa própria história e reconhecer as histórias que, por muito tempo, foram deixadas de lado. O Bahia tem nas suas raízes a diversidade, a resistência e a capacidade de se posicionar, e essa camisa é uma parte fundamental da verdadeira história do Brasil: a história dos povos originários. Mais do que uma camisa, queremos que ela seja um símbolo de identidade e respeito. Ao dar voz os povos indígenas, estamos valorizando culturas, saberes, tradições e uma história que existe muito antes do Brasil que conhecemos hoje. O Bahia tem orgulho de ser um clube que não apenas veste suas cores, mas também escolhe quais histórias quer carregar no peito”, afirmou Lênin Franco, diretor de Marketing e Comercial do Esporte Clube Bahia SAF. 

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Ações na estreia

Antes de a bola rolar contra o Remo, lideranças indígenas farão a leitura do manifesto da campanha no centro do gramado. Os atletas serão acompanhados por crianças indígenas durante o protocolo de entrada em campo.

A braçadeira de capitão, a flâmula do clube e outros materiais visuais utilizados na ação também foram elaborados sob curadoria da FINPAT. Para o projeto, a entidade participou da construção do conceito, do manifesto, da curadoria cultural, da articulação com comunidades e da indicação de participantes para a campanha.

O material audiovisual foi gravado em territórios indígenas do Extremo Sul da Bahia e da Ilha de Itaparica, incluindo as aldeias Kai, Taparica, Velha e Nakiyã. Entre os nomes que aparecem na campanha está a cacica Inaiê Tupinambá, da Aldeia Taparica, no território Kirimurê.

Também contribuíram para a iniciativa lideranças como Arnã Pataxó, Dário Pataxó, Mandú Tupinambá e Kirembap Tupinambá. A proposta prevê ainda a divulgação de conteúdos e depoimentos sobre ancestralidade, sustentabilidade, preservação cultural, proteção territorial e formação de novas lideranças.

Vendas

As peças já estão à venda nos canais oficiais do Bahia e da PUMA. O modelo torcedor custa R$ 369,99, com versões masculina, do PP ao 4XL e feminina, do PP ao 2XL. A versão jogador, utilizada pelo elenco profissional, sai por R$ 599,99, nos tamanhos PP a 3XL. Já o modelo infantil torcedor, disponível do tamanho 8 ao 16, custa R$ 329,99.

Classificação Indicativa: Livre

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