Esporte
Após ser derrotado pelo Paris Saint-Germain (PSG) na final da Copa Intercontinental da Fifa, o Flamengo sofreu uma nova derrota nesta sexta-feira (19). Acontece que o Congresso Nacional recuou e manteve a alíquota de 5% na tributação para clubes de futebol que aderirem à Lei da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O time carioca era a principal agremiação brasileira que vinha pressionando o Congresso por mudanças na Lei que trata das SAFs no Brasil.
Essa decisão dos parlamentares brasileiros aconteceu depois que outros dirigentes, federações e representantes do futebol agiram. Esse 'grupo' alertou aos deputados para o risco que essa mudança faria à sustentabilidade financeira dos clubes. Agora, todos os clubes SAFs serão tratados de forma igualitária e isso pode contribuir para a chegada de novos investidores nas agremiações brasileiras, como o Vitória.
Por falar no 'Colossal', existe uma grande expectativa de que no próximo ano haja uma maior discussão sobre uma mudança estatutária para viabilizar a SAF no clube. De acordo com o presidente Fábio Mota, em 2026 será feita uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para debater este assunto. Neste ato, inclusive, serão apresentadas as propostas feitas pelo CSVM Advogados que propos alterações estatutárias, bem como ajustes feitos por conselheiros do Vitória.
Entenda
A proposta inicial da Reforma Tributária previa que as SAFs pagassem 8,5% de imposto, enquanto as associações permaneceriam com as taxas reduzidas. O entendimento do Congresso foi pelo caminho de que essa diferença desequilibraria o aspecto competitivo dos clubes penalizando àqueles que escolheram esse caminho. Ou seja, os clubes que escolheram a SAF como uma forma de reorganizar as dívidas e atrair mais investimentos para as agremiações seriam diretamente prejudicadas.
Outro aspecto importante é que nos cinco primeiros anos da SAF, venda de atletas entraria na base de cálculo da tributação. Isso que dizer que mesmo com a taxa baixa, os times que virarem SAF precisarão se planejar com esse impacto no planejamento financeiro. Essa questão recairia muito em clubes como Bahia, que já é SAF, e Vitória, que ainda não aderia à SAF, por exemplo.
A título de curiosidade, só em 2025, o Esquadrão vendeu cerca vários jogadores em 2025. Entre estão Biel, Everaldo, Lucho Rodrigues, Rafael Ratão, Thaciano e Tiago. Thaciano e Biel foram vendidos por aproximadamente R$ 78 milhões. Everaldo saiu por R$ 4,5 milhões, enquanto Lucho, Ratão e Tiago sairam juntos por R$ 189 milhões.
O Tricolor de Aço então, vendeu em 2025, cerca de R$ 271,5 milhões. Por outro lado, mesmo ainda não sendo SAF, o Vitória vendeu quatro atletas e arrecadou menos de R$ 50 milhões. Entre eles estão Alisson Santos, Lucas Esteves, Janderson e Wagner Leonardo. Alisson e Esteves renderam juntos aos cofres do 'Colossal' R$ 14,7 milhões, enquanto Wagner e Janderson somaram a quantia de R$ 34,3 milhões. Ao todo, o Leão da Barra arrecadou R$ 49 milhões em vendas de ativos nessa temporada.
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