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Cotado na série A, atacante que se tornou maior artilheiro do mundo relembra importância de Ceni na carreira: “um anjo em minha vida”

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Atacante brasileiro que se tornou maior artilheiro do mundo relembra ligação decisiva de Rogério Ceni e comenta planos na Malásia  |   Bnews - Divulgação Divulgação / EC Bahia
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 17/01/2026, às 09h52



Cotado recentemente por clubes da Série A, o atacante Bergson afirmou que sua trajetória no futebol poderia ter tomado um rumo completamente diferente não fosse uma ligação decisiva em 2020. Em entrevista ao portal UOL, o jogador relembrou o contato de Rogério Ceni, então técnico do Fortaleza, e classificou o treinador como fundamental para a retomada de sua carreira.

Na época, Bergson vivia um momento de incerteza profissional, com poucas oportunidades após passagens por Athletico e Ceará. Aos 28 anos, o desânimo já começava a pesar quando o telefone tocou. Do outro lado da linha, estava Rogério Ceni.

“O Ceni foi quem fez a maior diferença na minha vida. Eu vinha num momento instável, sem jogar em lugar nenhum, sem ter sequência. Ele ligou diretamente para mim, tomei um susto quando ele me ligou e acabou falando comigo sobre o interesse de trabalhar comigo. Óbvio que era recíproco… Rogério Ceni te liga e você vai falar o quê? Era um momento que eu ainda não pensava em desistir, mas já estava mais para lá do que para cá. Ele foi um anjo que apareceu na minha vida”, disse Bergson ao UOL.

O atacante teve início promissor no Fortaleza, mas perdeu espaço após a saída de Ceni para o Flamengo. Mesmo assim, o desempenho naquele período abriu portas no exterior. Pouco tempo depois, Bergson se transferiu para o Johor, da Malásia, onde vive a fase mais vitoriosa da carreira.

Já são cinco temporadas no futebol malaio, com números expressivos: 178 gols em 174 jogos. Bergson se tornou o maior artilheiro da história da liga, com 118 gols, e alcançou reconhecimento mundial em 2022, quando superou estrelas como Haaland, Mbappé e Lewandowski, ao marcar 46 gols e terminar o ano como o maior goleador do planeta em partidas por clubes.

“Foi surpreendente, um ano que foi histórico para mim e para o clube. Chega um momento que tu tem tantos gols, que já para de contar. Você fica só concentrado em fazer mais um, mais dois, mais três. Quando chegou no fim da temporada e eu vi os números foi uma loucura, nem esperava, mas foi muito gratificante”, afirmou ao UOL.

Aos 34 anos, Bergson atribui o sucesso contínuo à ambição pessoal e à busca constante por evolução.

“Acho que me destaco pela fome que eu tenho de cada vez estar rendendo mais e evoluindo. Toda vez que eu atinjo algum objetivo, já quero o próximo e é isso aí que me mantém com um farol aceso. Também tem competência, a parte técnica, lógico que a gente trabalha todo dia para estar num nível bom”, completou.

Mesmo com sondagens recentes de clubes da Série A, o atacante optou por renovar com o Johor. Segundo ele, houve consultas enquanto seu contrato se aproximava do fim, mas a prioridade foi permanecer na Malásia. “Houve procuras. Estava acabando meu contrato em dezembro e eu sei que alguns clubes de Série A buscaram informação, mas não recebi os detalhes porque a gente estava em conversa de renovação aqui…”, revelou.

Além disso, Bergson confirmou que existem conversas para uma possível naturalização e futura convocação para a seleção da Malásia, já que completa cinco anos no país. Sem fazer grandes projeções, o atacante prefere viver o presente.

“Eu tenho em mente viver cada mês. Depois de um momento da carreira, tu vai chegando numa fase que tu só quer viver, desfrutar e estar num lugar que gosta e que as pessoas gostam de ti também”, concluiu em entrevista ao UOL.

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