Esporte
por Gabriel Santana
Publicado em 26/03/2026, às 20h50
Um dos maiores atacantes de sua geração e ídolo da Fiorentina (ITA), Gabriel Batistuta relembrou a parceria que teve com o craque Diego Maradona durante os períodos de Seleção Argentina e lamentou a morte do ex-jogador.
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Em entrevista ao podcast Rio Ferdinand Presents, comandado pelo ex-jogador da Inglaterra e Manchester United, Batistuta lembrou do lendário camisa 10 da Argentina com carinho e afirmou que ele teria morrido sozinho.
Diego era uma grande pessoa, com seus problemas, mas era uma grande pessoa. É uma pena, porque ele era uma grande pessoa e morreu sozinho. Ninguém estava com ele. Morreu como um cão. Não fizemos muito para protegê-lo. É algo em que não gosto de pensar. Me culpo por isso, porque eu poderia ter ajudado… Se você ama alguém, tem que ajudá-lo quando ele precisa. Por que não? Mesmo quando ele é difícil de lidar”.
Maradona morreu em novembro de 2020, aos 60 anos, depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ele não resistiu a um mal súbito após ter realizado uma cirurgia no cérebro.
Batistuta entrou em uma briga difícil entre os maiores jogadores da história do país sul-americano: Messi e Maradona. Batistuta elogiou ambos e definiu os craques como super-heróis, mas apontou que as duas representações da camisa 10 albiceleste são bem diferentes, principalmente em personalidade.
Messi marcou 1.000 gols e Maradona 200. Messi é calmo, e Maradona não era. Para mim, Maradona é o melhor. Ele sabia jogar, lidar com árbitros, com adversários. Ele fez coisas incríveis. E Messi pode fazer essas coisas, mas não tem o mesmo carisma. [...] “Ele (Maradona) nos deu tudo, momentos incríveis. Espero que isso não aconteça com o Messi… Quando eles estão lá, você não os vê tendo problemas. Você pensa que está tudo bem, que eles têm tudo. Eles não choram… Parecem super-heróis, mas são humanos”.
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