Esporte

CRÔNICA: Brasil coleciona mais dúvidas do que certezas após fraca estreia na Copa do Mundo

Divulgação / Fifa Media Hub
Carlo Ancelotti não consegue estreia satisfatória e vê Brasil com necessidade de mudança na Copa  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Fifa Media Hub
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 14/06/2026, às 12h30



Quem esperava algo diferente, se decepcionou. Já quem acompanha a seleção brasileira desde o início da Era Ancelotti já sabia que diversos pontos fracos do Brasil seriam explorados pela equipe do Marrocos. O que se viu em campo no último sabado (13) foi dentro do esperado para a estreia dos dois times na Copa do Mundo, em Nova York. 

De surpresa mesmo só a confirmação de que Alexsandro e Danilo, laterais contestados no grupo que disputa o mundial, começariam no banco. O técnico italiano despistou toda imprensa brasileira que acreditava na possibilidade da dupla flamenguista ser titular. O jogo duro obrigou que o time começasse com um lateral mais veloz e compacto defensivamente, como é Douglas Santos. No entanto, foi a improvisação de Ibãnez que mostrou o quão frágil a defesa brasileira ficou nos últimos tempos.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

O foi essa fragilidade explorada por Brahim Diaz, Hakimi e Saibari, três dos jogadores mais destacados pelo técnico Mohamed Ouahbi. Com toques rápidos e precisos, Marrocos, diferente do Brasil, sabia o que fazer com a bola. Em pouco menos de dois toques após ganhar a bola no ataque brasileiro, os marroquinos mostraram a força que os fizeram quarto lugar na Copa passasa. 

Na festa em solo americano, a torcida brasileira compareceu e empurrou, dando um gás na genialidade de Vini Jr. Mesmo bastante marcado durante um jogo, o camisa 7 respondeu críticos que duvidam da sua capacidade de ser o que os americanos chamam de "game changer", que é um atleta capaz de mudar rumos de uma partida.

Paralelo a isso, as fragilidades expostas na questionável atuação brasileiras ficaram evidentes quando Ancelotti tentou dar um fôlego extra a Raphinha. O atacante do Barcelona chegou a jogar em quatro posições no duelo, mas não foi bem em nenhuma delas. 

Mesmo com o empate brasileiro, o gosto amargo do empate diante da rotação de peças brasileiras levantou preocupação para a sequência na Copa do Mundo. Embora tenha um adversário mais fraco na sequência, o Brasil pode chegar para a última rodada precisando enfrentar um adversário que ainda esteja vivo na competição, o que deve impedir uma vida tranquila contra os escoceses. 

As dúvidas pairam quanto às muitas incertezas que cercam o Brasil: Por que laterais tão fracos? Por que não Endrick? Por que os goleiros não dão confiança? Quando Neymar vai jogar? Perguntas ainda sem resposta para um Brasil que coleciona questionamentos na jornada pelo hexa.

*o co-editor Matheus Simoni faz a cobertura da Copa do Mundo 2026 direto dos Estados Unidos 

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)