Esporte
O Cuiabá acusa o Corinthians de calote na venda do volante Raniele e acionou a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF para receber o valor. No contrato firmado no fim de 2023, o Corinthians se comprometeu a pagar a compra do jogador em quatro prestações, divididas da seguinte forma:
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A parcela que venceu no início deste mês, que na cotação atual é de aproximadamente R$ 2,4 milhões, não foi quitada.
"A prestação de janeiro foi paga dias antes do inicio do Campeonato Paulista porque senão o Cuiabá não liberaria o registro no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF. Infelizmente, a gente já previa que teria problemas com o Corinthians, até por isso colocamos uma cláusula com multa de 30% do valor total se houvesse atraso, além da antecipação de todas as parcelas a vencer", explicou Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá.
O dirigente do Dourado também afirmou que a falta de pagamentos em negociações desse tipo é algo recorrente no futebol brasileiro, fato que considera como uma espécie de concorrência desleal:
"No sistema que existe no futebol brasileiro não tem regulação de compra e venda de atletas, pagamento de salários, o famoso "fair play" financeiro. Veja: Cuiabá e Corinthians estão próximos na tabela do Brasileirão, e o Corinthians está usando um jogador que era titular do Cuiabá. Nós não temos o atleta e nem o dinheiro. Essa prática precisa mudar urgente".
Segundo Cristiano Dresch, ele foi procurado nesta quinta-feira (15) por Pedro Silveira, diretor financeiro do Corinthians, que lhe propôs um acordo amigável após o calote se tornar público.
Procurado por meio de assessoria de imprensa, o Corinthians se manifestou e admitiu o atraso.
"O Clube reconhece que existe parte do valor cobrado em atraso, porém busca a regularização o mais breve possível", diz a nota.
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