Esporte
por Analu Teixeira
Publicado em 14/08/2025, às 12h12
Após enfrentar uma seca de 23 partidas sem balançar as redes, o atacante Luciano Rodríguez voltou a marcar, anotando três gols em duas partidas. Durante a má fase, o uruguaio recorreu a superstições e até pediu para mudar de posição. No entanto, o apoio decisivo veio com a contratação de um analista de desempenho particular.
Lucho buscou uma consultoria tática individual por iniciativa própria, com Kleyton Sampaio, formado em Análise de Desempenho pela CBF Academy. A indicação partiu de Nico Acevedo, compatriota, companheiro de clube e cliente de Kleyton desde o início de 2025. Em entrevista Globoesporte.com, o profissional explicou como tem trabalhado com o atacante do Esquadrão.
"O primeiro contato foi em fevereiro, e a primeira sessão aconteceu em meados de abril. Ele não entrou em muitos detalhes, mas entendi que sentia a necessidade de contar com esse auxílio. Acredito que a motivação veio pelos feedbacks que recebeu sobre como a consultoria pode contribuir para a carreira de um atleta", contou Kleyton.
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A área de análise de desempenho se divide em três frentes: análise em clubes, que acompanha a equipe e fornece ao treinador dados sobre o adversário; análise de mercado, que ajuda na construção de um banco de dados sobre possíveis contratações; e a consultoria tática individual.
Foi justamente esta última a escolhida por Rodríguez. Além de Lucho e Acevedo, outros jogadores do Bahia, como o zagueiro Fredi Lippert e o atacante Ruan Pablo, também recorrem ao trabalho de Kleyton.
"É uma vertente mais ligada ao desenvolvimento do próprio atleta, independentemente do momento do clube. Serve para que o jogador entenda o que precisa melhorar e o que já faz bem, mas pode ser potencializado", explicou o analista ao Globoesporte.com.
A seca de Lucho durou quatro meses, entre 26 de março e 27 de julho. Os três gols que encerraram o jejum vieram de jogadas em que explorou suas principais características: atacar os espaços e pressionar a saída de bola,qualidades destacadas pelo técnico Rogério Ceni durante o período sem gols.
"Eu diria que os três gols foram totalmente mérito do atleta, porque são características que ele já possui: pressão alta efetiva, atacar muito o espaço. Dentro de campo, muitas vezes o jogador não consegue perceber tudo. Mas em vídeo, com um ângulo melhor e sem pressão, ele consegue identificar vantagens que podem ser exploradas. O mérito maior é ter continuado acreditando em si mesmo. Tática é importante, mas o essencial é deixar o atleta confortável em campo para ser quem ele realmente é", completou Kleyton.
Lucho havia começado 2025 em grande fase, rapidamente assumindo a artilharia da equipe com sete gols em 12 jogos, mas ficou quatro meses sem marcar. O reencontro com as redes aconteceu contra o Juventude, quando fez um nos acréscimos da vitória por 3 a 0. Poucos dias depois, diante do Retrô, precisou de apenas 20 minutos para marcar dois gols e chegar a dez na temporada.
Para Kleyton, a evolução do atacante vai além dos gols. "Ele tem percebido mais coisas durante os jogos, não só sobre sua movimentação, mas também sobre o posicionamento dos adversários. Claro que o gol é fundamental, mas, independentemente disso, ele tem crescido como atleta e ampliado sua leitura dentro de campo", avaliou, em contato com o Globoesporte.com.
Durante a má fase, Lucho chegou a manifestar o desejo de atuar aberto pela ponta direita. Rogério Ceni, no entanto, foi enfático ao afirmar que o prefere como centroavante. Agora, com o fim do jejum, o atacante voltou atrás na ideia. Kleyton ressaltou que sua consultoria não interfere nesse tipo de escolha, já que a definição de posicionamento é responsabilidade da comissão técnica.
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