Esporte
por Analu Teixeira
Publicado em 01/02/2026, às 12h50
Mais de uma década após o grave acidente que mudou para sempre a vida de Michael Schumacher, novas especulações sobre o estado de saúde do heptacampeão mundial de Fórmula 1 voltaram a circular. Diante dos rumores, um ex-companheiro de equipe do alemão resolveu se manifestar e trouxe uma atualização que freia as expectativas.
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O italiano Riccardo Patrese, que dividiu os boxes com Schumacher na Benetton, afirmou que, apesar de boatos recentes indicarem possíveis avanços no quadro clínico do ex-piloto, sua percepção é de que a situação permanece a mesma. A declaração foi dada em entrevista ao portal europeu Hochge Pockert.
“Ouvi comentários de que ele estaria melhorando, mas, pelo que sei, a situação não mudou nos últimos anos”, afirmou Patrese. Segundo ele, desde o acidente sofrido em dezembro de 2013, nos Alpes Franceses, Schumacher segue vivendo em uma condição extremamente reservada, longe dos holofotes.
Patrese revelou que nunca voltou a encontrar Schumacher após o acidente, mas relatou informações que circulam entre pessoas próximas à família. De acordo com esses relatos, o ex-piloto consegue sentar, observar o ambiente ao redor e manter contato visual, além de reconhecer rostos familiares.
Ainda assim, o italiano acredita que Schumacher não tem consciência plena de sua própria trajetória no automobilismo.
“Ele está no próprio mundo. Reconhece pessoas próximas, mas não acredito que saiba que é sete vezes campeão mundial”, disse o ex-piloto, em uma das declarações mais fortes da entrevista.
O italiano também comentou sobre a postura da família Schumacher, conhecida pelo rígido controle sobre informações médicas. Segundo Patrese, logo após o acidente, ele se ofereceu para visitar o amigo, mas foi informado de que apenas um círculo muito restrito teria acesso ao ex-piloto. “Eles preferiram ficar sozinhos, cuidando dele com pessoas de extrema confiança”, explicou.
Patrese citou ainda Corinna Schumacher, esposa de Michael e responsável direta pelos cuidados do ex-piloto, destacando o amor e a dedicação da família ao longo dos anos. Para ele, mesmo nas condições atuais, Schumacher representa um “tesouro” para aqueles que o cercam.
Considerado um dos maiores nomes da história da Fórmula 1, Michael Schumacher conquistou sete títulos mundiais, entre 1994 e 2004, além de 155 pódios na categoria. O alemão divide o recorde de campeonatos com Lewis Hamilton e segue como uma das figuras mais icônicas do esporte, mesmo afastado da vida pública.
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