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Ex-jogador brasileiro campeão do mundo trocou autógrafos por regalias na cadeia, diz traficante

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Conversas interceptadas pela Polícia Federal sugerem que ex-jogador brasileiro recebeu ajuda de um narcotraficante enquanto esteve preso em 2020  |   Bnews - Divulgação Divulgação/CBF
José Gabriel

por José Gabriel

Publicado em 07/11/2025, às 09h36



A Polícia Federal identificou mensagens que indicam que o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, campeão mundial com o Brasil, recebeu apoio de um narcotraficante durante o período em que esteve preso no Paraguai, em 2020. Segundo as investigações, o craque teria trocado autógrafo por churrasco e cervejas, enviados pelo criminoso. 

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De acordo com o portal UOL, Marcos Silas Neves de Souza, conhecido como GT, pediu para Ronaldinho autografar uma camisa da Seleção Brasileira. Em troca, o criminoso teria providenciado o envio das regalias ao ex-jogador, por meio de um intermediário dentro do sistema prisional.

Ronaldinho e Assis sendo conduzidos por agentes da Polícia em 2020, no Paraguai (Foto: Divulgação)
Ronaldinho e Assis sendo conduzidos por agentes da Polícia em 2020, no Paraguai (Foto: Divulgação)

Em mensagens transcritas pelo UOL, GT explica como teria sido a negociação com o ex-jogador:

"Quando ele tava preso no Paraguai, cara, eu mandei lá onde ele tava, mandei lá churrasco, cerveja, com os esquemas que entra, certo que eles estavam tratando ele bem lá, mas como eu tinha um chefe que eu pago, aí o chefe lá mandou coisa minha lá. Aí eu já mandei duas camisetas e pedi para ele fazer uma dedicatória né", disse Marcos Silas ao advogado.

A defesa de Ronaldinho Gaúcho negou qualquer relação com o traficante. O advogado do ex-jogador, Sérgio Queiroz, afirmou ao UOL que seu cliente não conhece ninguém com o nome de Marcos Silas ou o apelido “GT”.

“Em todos os lugares do mundo, o Ronaldo autografa camisetas. É impossível recordar se alguma dedicatória foi feita a alguém com esse nome”, declarou Queiroz.

Relembre o caso

Ronaldinho Gaúcho foi preso em março de 2020, ao lado do irmão e empresário Roberto Assis, após tentar entrar no Paraguai com passaporte falso. O ex-jogador passou pouco mais de um mês em um presídio, antes de ser transferido para prisão domiciliar em Assunção, capital do país.

O craque brasileiro disputou um torneio de futsal interno contra outros detentos (Foto: Acervo Pessoal)
O craque brasileiro disputou um torneio interno de futsal contra outros detentos (Foto: Acervo Pessoal)

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