Esporte
Ex-presidente do Bahia, Guilherme Bellintani vem se aventurando no mundo das SAFs. O empresário revelou em entrevista que o Grupo City, dono de 90% da SAF do Esquadrão, foi inspiração para criação da sua empresa, a Squadra Sports. Atualmente a rede multiclubes conta com quatro times, como Londrina-PR, o baiano Ypiranga, Linense-SP e VF4-PB.
Além disso, a Squadra pensa grande e projeta expandir sua rede para Europa, buscando times de Portugal, e outros países sul-americanos, como o Uruguai. Em entrevista ao ge.globo, Bellintani contou detalhes do surgimento da empresa, que aconteceu em meio as negociações entre Bahia e Grupo City.
Fiquei um ano trabalhando com o City ali, compreendendo o que é o COM [multi-club ownership], uma plataforma de clubes de propriedade de um mesmo grupo. Vi como é a lógica de funcionamento, o dia a dia da gestão, a estratégia de alocação de jogador, de aquisição de jogador jovem, depois você o joga num time um pouco mais de vitrine para projetá-lo, como é a lógica de participação nas competições, como você contrata um jogador não apenas para aquele clube específico, mas para a plataforma inteira”, inicia o ex-dirigente tricolor.
E completa: “E eu me perguntava muito: por que o Brasil não criou o seu próprio multiclubes ainda? Criamos a Squadra, logo depois da minha saída do Bahia, e comecei a operar esse projeto”, revela.
⚽ A Squadra Sports:
Bellintani foi presidente do Bahia entre os anos de 2018 e 2023, sendo o último da chamada “Era Democrática”, que iniciou em 2014, após a intervenção que destituiu Marcelo Guimarães Filho. Foi na gestão de Guilherme que o 90% da SAF do Esquadrão foi vendido ao Grupo City por R$ 1 bilhão.
O Bahia tinha uma dívida, mas não era uma dívida absurda em termos de tamanho. Mas a gente entendia que um bom caminho para elevar o nível técnico do clube era trazer parceiros. Conseguimos trazer lá o Grupo City, o Manchester City, todos os seus clubes do mundo inteiro. E hoje o Bahia passou por uma transformação grande”, conta.
A venda foi concluída em maio de 2023, mas as negociações levaram um bom tempo, iniciando ainda em 2022, quando o Bahia amargava o rebaixamento para Série B.
Quando a Lei da SAF foi aprovada, em agosto de 2021, logo depois eu comecei a procurar parceiros para oferecer à torcida uma avaliação sobre SAF. E o primeiro da lista era o Grupo City por razões óbvias, o grupo que é o mais bem sucedido no mundo em termos de gestão de futebol. E a gente bateu na porta do City, mostramos o nosso projeto, mostramos o clube e essa conversa evoluiu muito. Ao longo de um ano, um ano e pouco, a gente conseguiu fechar todo o projeto”, detalha.
E finaliza: “Eu me orgulho muito disso, acho que o futebol brasileiro ganha com a chegada do Grupo City, e eu acho que o tempo vai mostrar que esse tipo de projeto, não apenas esse do Bahia com o City, mas esse tipo de projeto, que é cuidadoso, que é responsável, que cumpre as regras, que não quer fazer no oba-oba de dar resposta imediata, dizendo que vai assinar um cheque de milhões para o próximo ano para contratar jogadores de qualquer jeito, que vai com cuidado, esse projeto vai ser vencedor do futebol brasileiro, com certeza”, concluiu.
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