Esporte

Ex-presidente do Vitória se posiciona sobre SAF e critica rótulo de 'cardeais': "Não respeitam a memória"

Reprodução | BNews
Ademar Lemos presidiu o Vitória entre os anos de 2005 e 2007  |   Bnews - Divulgação Reprodução | BNews
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 11/06/2025, às 14h10 - Atualizado às 14h11



O empresário e ex-presidente do Vitória, Ademar Pinheiro Lemos Júnior, marcou presença, na manhã desta quarta-feira (11), na sede da presidência da Associação Comercial da Bahia (ACB), no bairro do Comércio, em Salvador, onde está sendo realizada a eleição para a presidência da entidade

Em conversa exclusiva com a equipe de reportagem do BNews, o antigo mandatário do Leão da Barra, que ficou no cargo entre os anos de 2005 e 2007, comentou sobre as recentes discussões em torno da implementação da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) no Rubro-Negro baiano. 

"Acho que o futebol ficou muito caro, os salários muito altos de jogadores e treinadores. Todos hoje precisam de uma SAF, principalmente os clubes do Nordeste, onde as empresas não investem tanto no esporte. Sobre o modelo ideal, acredito que existem vários modelos. Mas aquele que preserve a instituição, preserve e respeite a torcida, e que faça o clube passar para um patamar maior do que o do momento. No entanto, não vejo outra saída sem ser a SAF", afirmou.

Na contramão desses avanços que poderiam ser proporcionados pela SAF, alguns torcedores rubro-negros criticam os chamados "cardeais", que seria o grupo de antigos presidentes e que teriam um suposto interesse em manter sua voz ativa dentro do clube. Sobre essa classificação, Ademar Lemos considera um desrespeito aos ex-mandatários e também com a história do Leão. 

"Engraçado falar isso. 'Cardeais' é um título que arranjaram para apelidar pessoas que ao longo do tempo ajudaram o clube. As pessoas precisam entender que tudo na vida só funciona com memória. Essas pessoas passaram pelo clube e têm que ser respeitadas pelo que fizeram e pelo que ainda fazem. Muitos ainda fazem pelo clube. Isso tem que ser respeitado, não pode ser afastado de uma hora para outra. Precisa haver o respeito", disse Ademar. 

O Vitória teve uma assembleia e acabou com cargo de conselheiro vitalício, que incluía eu e vários outros presidentes do clube. Vejo tudo isso como uma falta de respeito e uma quebra de direitos já adquiridos. A insitituição que não respeita a memória, não respeita as pessoas, tende a ter um futuro duvidoso", completou.

ASSISTA:

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)