Esporte

Forte crise: Com greve de jogadores, clube da Série B viaja só com atletas da base para evitar W.O

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O clube atravessa uma forte crise com a paralisação do elenco principal por conta dos atrasos salariais e necessidade de escalar atletas da base  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Lucas Figueiredo / CBF
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 29/08/2026, às 18h24



A Ponte Preta atravessa uma forte crise com a paralisação do elenco principal por conta dos atrasos salariais. Como forma de evitar um W.O. no próximo domingo (30), contra o América-MG, pela 25ª rodada da Série B, o clube de Campinas embarcou para Belo Horizonte, neste sábado (29), com apenas 17 jogadores formados nas categorias de base, no qual serão apenas 6 jogadores no banco de reservas.

Alguns jogadores já estavam integrados no time principal com participação nas partidas, até como titulares, em meio às opções enxutas por causa das inúmeras saídas e também dos desfalques por lesões. Outros foram implementados às pressas durante a semana. Há ainda a situação de Kawann, de 21 anos, com contrato desde março, mas que ainda não estreou com a camisa alvinegra. Os jogadores relacionados possui entre 17 e 23 anos.

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Em meio ao olho do furacão, a partida marca a estreia do técnico Gilson Kleina, que começa sua sexta passagem no comando do clube. O treinador admitiu que trata-se do maior desafio de sua carreira, no qual  já tem logo de cara a tarefa de dirigir um time somente de jovens. 

“Esse é o meu maior desafio como treinador, não resta a menor dúvida. Eu não vim aqui fazer política. Vim aqui para cuidar do futebol, tentar fazer com que esses atletas que hoje não estão querendo jogar entendam o que vai representar para eles terminarmos de uma forma digna”, disse o Kleina durante coletiva de apresentação.

Entenda a crise

O elenco da Ponte Preta decidiu paralisar as atividades na última quarta-feira (26) por causa dos atrasos salariais. O grupo divulgou uma nota e classificou como abandono a situação vivida no clube.

Foi citado que os atrasos salariais chegam a seis meses em alguns casos, afirmou que foram abandonados pela diretoria e que a paralisação será mantida até que as pendências sejam regularizadas. De acordo com informações do ge, a falta de pagamento beira um ano em casos específicos de jogadores e também de integrantes do departamento de futebol.

O prazo final para a diretoria quitar os débitos foi na última terça-feira (25), um dia depois da Assembleia para a votação da SAF ser adiada por conta de duas liminares na Justiça do grupo da oposição. Há uma proposta de investimento no valor de R$ 1 bilhão, mas a causa não pôde ser analisada e a sessão sequer chegou a ser oficialmente aberta.

Nota

Uma notificação foi entregue ao executivo do clube, João Brigatti, pelos atletas e também enviada por e mail para a presidência e para o departamento jurídico do clube. A decisão também é válida para treinos e jogos. Inclusive, na última semana, os jogadores foram até o CT, mas deixaram o local sem treinar.

"Nesse momento, eu ainda não tive a conversa com os atletas que estão tentando fazer ou fizeram a paralisação. Treinamos com os meninos da base. Não temos que esconder nada disso. Acho que não precisamos reverter, porque entendemos o que eles estão querendo justificar", disse o novo treinador.

A Ponte Preta não vence há 18 jogos e está afundada na lanterna da Série B, com 10 pontos. O Avaí, primeiro time fora da zona de rebaixamento, possui 29 pontos.

Classificação Indicativa: Livre

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