Esporte

Futuro de Ednaldo Rodrigues na CBF será decidido no STF nesta semana; relembre o caso

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Liminar que garante Ednaldo Rodrigues na presidência da CBF será analisada pelos ministros do Supremo  |   Bnews - Divulgação Divulgação/CBF
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 02/10/2024, às 06h00



O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa na quinta-feira (3) o processo que definirá se Ednaldo Rodrigues será mantido ou não na presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Esta é a sétima vez que o caso é marcado pela Corte para ser julgado. Em janeiro deste ano, o ministro Gilmar Mendes concedeu uma liminar que reconduziu o baiano para a presidência da entidade. Desde então, o julgamento é remarcado.

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Os ministros vão decidir se mantêm ou derrubam a liminar. Ex-presidente da Federação Baiana de Futebol (FBF), Ednaldo havia sido destituído da presidência da CBF por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Na ocasião, a Justiça carioca entendeu que a confederação assinou um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) sem que o órgão tivesse competência para tal. A decisão então cancelou o acordo e declarou como inválida a eleição que escolheu Ednaldo Rodrigues. 


Gilmar Mendes é o relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Os ministros vão discutir artigos da Lei Pelé e da Lei Geral do Esporte com o objetivo de definir se o Poder Judiciário pode ou não interferir em questões internas das entidades esportivas do país. Além disso, o STF vai analisar se o Ministério Público tem legitimidade para firmar acordos, os chamados Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), relacionados à prestação de serviços esportivos.


Na época da decisão de Gilmar, o ministro do STF argumentou que existia um “risco de prejuízo iminente” no caso, já que a Seleção Brasileira de futebol poderia ficar de fora do torneio pré-olímpico, fundamental para a classificação nas Olimpíadas de Paris, na França. Isso porque, segundo a alegação do PCdoB, a inscrição da delegação na competição não seria aceita, já que os atos de um presidente interino da CBF não são reconhecidos pela Fifa e Conmebol, entidades que regulam o esporte a nível mundial e sul-americano, respectivamente. O afastamento de Ednaldo culminou na escolha do então presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), José Perdiz de Jesus, como presidente interino na CBF, na forma de um interventor.


Com a liminar expedida, Ednaldo voltou a CBF e o Brasil foi inscrito. No entanto, a seleção brasileira acabou eliminada no pré-olímpico, fazendo com que o país não tivesse representante na modalidade masculina da competição. Em fevereiro, o time comandado por Ramon Menezes venceu apenas um dos três jogos da fase final, culminando com a desclassificação. 

Uma nova suspensão pode fazer com que, além da saída de Ednaldo Rodrigues da CBF, sejam convocadas novas eleições na entidade dentro de 30 dias.


Fifa de olho


Após voltar à CBF, Ednaldo recebeu apoio da entidade máxima do futebol, a Fifa. Ainda em janeiro, o diretor de assuntos jurídicos da Fifa, Emílio Garcia, foi recebido pelo presidente da CBF juntamente com o gerente jurídico da Conmebol, Rodrigo Aguirre. "Ficamos aliviados com a decisão do STF que restaura a presidência da CBF a Ednaldo, estamos contentes que voltamos à situação original", disse Garcia na época.

Rafael Ribeiro/CBF

Crise dentro de campo


Com as atenções voltadas ao campo jurídico, a CBF ainda busca uma tranquilidade dentro das quatro linhas. Anunciado após a volta de Ednaldo Rodrigues à confederação, o técnico Dorival Júnior ainda não é unanimidade e coleciona tropeços desde que assumiu a seleção brasileira. Ele soma dez jogos no comando da equipe verde e amarela, com quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas.

Ainda em busca de um modelo de jogo, Dorival amarga a eliminação na Copa América diante do Uruguai nas quartas de final e a incômoda 5ª posição nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Com dez pontos e atrás de times como Argentina, Colômbia, Uruguai e Equador, o Brasil está distante somente um ponto da Bolívia, primeiro time fora da zona classificatória para o mundial. 

Rafael Ribeiro/CBF
Atuação da seleção brasileira é alvo de críticas por parte da torcida (Rafael Ribeiro/CBF)

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