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Goleiro do Atlético-MG dispara contra convocação da Seleção Brasileira: “Sempre fui preterido, nunca fui lembrado”

Pedro Souza / Atlético
Everson também citou o goleiro Fábio, hoje no Fluminense, como exemplo  |   Bnews - Divulgação Pedro Souza / Atlético
José Gabriel

por José Gabriel

Publicado em 22/05/2026, às 10h38



A convocação da Seleção Brasileira feita pelo técnico Carlo Ancelotti ainda segue repercutindo. Desta vez, o goleiro Everson, do Atlético-MG, falou abertamente sobre não ter sido lembrado e citou Fábio como exemplo para justificar um possível descaso com jogadores de Minas Gerais.

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Na zona mista após a vitória do Galo pela Copa Sul-Americana, Everson reconheceu a dificuldade de disputar uma vaga na Seleção, mas afirmou acreditar que merecia mais oportunidades.

“Sinto que é totalmente normal (a ausência na convocação), até por não ter participado do ciclo. O nosso país tem grandes goleiros, são grandes concorrentes. Respeito todos, mas sei que venho fazendo um grande trabalho aqui no Galo desde 2021, com grandes defesas e ótimos números em grandes jogos”, iniciou, em entrevista à rádio Itatiaia.

O arqueiro atleticano foi convocado para defender o Brasil em duas oportunidades, ambas como jogador do Atlético-MG. Na primeira, em 2021, Everson foi chamado por Tite para os jogos contra Chile, Argentina e Peru. Já na segunda, em 2022, integrou a lista para os confrontos diante de Chile e Bolívia.

“Após a saída do Tite, teve troca de comando, três treinadores, e sempre fui preterido, nunca fui lembrado. Acho que todos concordam que o meu nível de 2023 para cá é melhor do que em 2021 e 2022”, afirmou.

Everson é especialista em pegar pênaltis (Foto: Pedro Souza/Atlético)
Everson é especialista em pegar pênaltis (Foto: Pedro Souza/Atlético)

Na sequência, Everson citou Fábio, ídolo do Cruzeiro e atualmente no Fluminense, para reforçar o argumento de que jogadores fora do eixo Rio-São Paulo recebem menos atenção.

“Daqui a pouco vão falar que estamos nos vitimizando, mas infelizmente existe um histórico. O histórico é concreto e real. O Fábio teve grandes temporadas aqui com o nosso rival e também foi preterido. Agora que ele está no Rio de Janeiro, passaram a citar muito mais o nome dele. [...] Mas não vou procurar me vitimizar. Às vezes somos preteridos porque há outros grandes goleiros na Seleção”, concluiu.

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