Esporte

Em meio a tensões, Irã denuncia discriminação dos EUA após negativa de vistos para Copa do Mundo

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Irã critica EUA por tratamento desigual a sua delegação na Copa do Mundo de 2026  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram / @teammellifootball / @usmnt
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 06/06/2026, às 12h40



Mesmo que os jogadores da seleção iraniana tenham recebido autorização para entrar nos Estados Unidos para a disputa da Copa do Mundo de 2026, o governo do Irã acusou Washington de adotar um "tratamento discriminatório" ao negar vistos para membros da comissão técnica, dirigentes e profissionais de apoio da equipe.

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A crítica foi feita pela embaixada do páis asiático na Turquia, que reagiu às declarações do embaixador dos Estados Unidos no país, Tom Barrack. Segundo a representação diplomática iraniana, grande parte da delegação que acompanha a seleção ficou impedida de viajar para o torneio.

Por que vocês não dizem que os vistos foram negados à maior parte da diretoria e da comissão técnica, a assessores técnicos e a outras pessoas essenciais para a seleção?", escreveu a embaixada iraniana na Turquia no Facebook, classificando as recusas como "o mais alto nível de discriminação intencional", questionou a embaixada em publicação nas redes sociais.

Na sexta-feira (5), a Casa Branca confirmou a emissão dos vistos para os atletas e para integrantes considerados indispensáveis à operação da equipe. Ainda assim, autoridades iranianas afirmam que diversos profissionais ligados ao departamento médico e esportivo tiveram os pedidos recusados.

De acordo com a agência Fars, mais de uma dúzia de integrantes da estrutura de apoio da seleção não recebeu autorização para entrar nos Estados Unidos. Entre eles estaria o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj.

As restrições estariam relacionadas a possíveis vínculos de alguns integrantes com a Guarda Revolucionária Islâmica. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, já havia declarado anteriormente que pessoas ligadas ao grupo militar não seriam autorizadas a ingressar no país. Mehdi Taj, ex-comandante da Guarda, também teve sua entrada barrada durante o sorteio da Copa do Mundo, realizado em dezembro.

Diante das incertezas com os vistos, a seleção iraniana decidiu alterar sua logística para a competição. A equipe transferiu sua base de preparação de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México, onde deve se instalar após uma passagem pela Espanha.

A equipe estreia no dia 15 de junho contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. Em seguida, enfrenta a Bélgica, no dia 21, também em Los Angeles, antes de encerrar sua participação na fase de grupos diante do Egito, em Seattle, no dia 27.

Classificação Indicativa: Livre

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