Esporte
Mesmo que os jogadores da seleção iraniana tenham recebido autorização para entrar nos Estados Unidos para a disputa da Copa do Mundo de 2026, o governo do Irã acusou Washington de adotar um "tratamento discriminatório" ao negar vistos para membros da comissão técnica, dirigentes e profissionais de apoio da equipe.
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A crítica foi feita pela embaixada do páis asiático na Turquia, que reagiu às declarações do embaixador dos Estados Unidos no país, Tom Barrack. Segundo a representação diplomática iraniana, grande parte da delegação que acompanha a seleção ficou impedida de viajar para o torneio.
Por que vocês não dizem que os vistos foram negados à maior parte da diretoria e da comissão técnica, a assessores técnicos e a outras pessoas essenciais para a seleção?", escreveu a embaixada iraniana na Turquia no Facebook, classificando as recusas como "o mais alto nível de discriminação intencional", questionou a embaixada em publicação nas redes sociais.
Embaixada do Irã acusa Estados Unidos de recusarem vistos de funcionários iranianos para a Copa do Mundo: "Tratamento discriminatório".
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) June 6, 2026
“Por que não diz que os vistos foram negados a uma grande parte do estafe da nossa seleção? Vocês elevaram ao mais alto nível o tratamento… pic.twitter.com/1HkrYATRuW
Na sexta-feira (5), a Casa Branca confirmou a emissão dos vistos para os atletas e para integrantes considerados indispensáveis à operação da equipe. Ainda assim, autoridades iranianas afirmam que diversos profissionais ligados ao departamento médico e esportivo tiveram os pedidos recusados.
De acordo com a agência Fars, mais de uma dúzia de integrantes da estrutura de apoio da seleção não recebeu autorização para entrar nos Estados Unidos. Entre eles estaria o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj.
As restrições estariam relacionadas a possíveis vínculos de alguns integrantes com a Guarda Revolucionária Islâmica. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, já havia declarado anteriormente que pessoas ligadas ao grupo militar não seriam autorizadas a ingressar no país. Mehdi Taj, ex-comandante da Guarda, também teve sua entrada barrada durante o sorteio da Copa do Mundo, realizado em dezembro.
Diante das incertezas com os vistos, a seleção iraniana decidiu alterar sua logística para a competição. A equipe transferiu sua base de preparação de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México, onde deve se instalar após uma passagem pela Espanha.
A equipe estreia no dia 15 de junho contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. Em seguida, enfrenta a Bélgica, no dia 21, também em Los Angeles, antes de encerrar sua participação na fase de grupos diante do Egito, em Seattle, no dia 27.
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