Esporte
por José Gabriel
Publicado em 21/04/2026, às 13h06
A Justiça da Itália iniciou uma investigação sobre uma empresa suspeita de comercializar pacotes de festas que incluíam serviços de prostituição, segundo informações do jornal "Gazzetta dello Sport". Cerca de 50 jogadores do Campeonato Italiano, incluindo atletas de Inter de Milão e Milan, estariam entre os investigados.
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As festas aconteciam em locais de luxo, como hotéis e casas noturnas na Itália e em Mykonos, na Grécia. A organização teria sede em Cinisello Balsamo, na região de Milão, e seria administrada por um casal: Emanuele Buttini e Deborah Ronchi.
De acordo com o jornal, um dos indícios da possível ligação dos jogadores com o esquema foi identificado no perfil da agência em redes sociais, seguido por diversos atletas. As investigações também apontam para transferências de dinheiro entre os envolvidos, além da possível participação de celebridades, empresários e pilotos de Fórmula 1.
Segundo a denúncia, mulheres eram forçadas à prostituição pela agência e viviam na sede em Milão, tendo que pagar pela estadia. Elas seriam escolhidas pelos clientes e receberiam cerca de 50% do valor pago, enquanto o restante ficaria com os organizadores. A estimativa é de que mais de 100 mulheres, de diferentes idades e nacionalidades — incluindo brasileiras — possam ter sido envolvidas.
A prostituição não é crime na Itália quando exercida de forma voluntária, assim como no Brasil. No entanto, a legislação italiana considera ilegal a exploração, intermediação ou favorecimento da atividade por terceiros.
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