Esporte
Por conta de uma dívida de R$ 7,7 milhões, a Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de uma fazenda que pertence a Daniel Alves, de 42 anos, em um processo movido pelo GAD Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios relacionado à rescisão contratual do ex-jogador com o São Paulo Futebol Clube.
A decisão foi assinada pelo juiz Miguel Ferrari Junior, da 43ª Vara Cível, assinada na última quarta-feira (21). A fazenda em questão tem 64,4 hectares e outro imóvel em que Daniel possui 50%.
Além dos imóveis na Bahia, a Justiça já tinha determinado o bloqueio sobre um Porsche 911 Carrera, em nome do ex-jogado. O processo do GAD Fundo de Investimentos é baseado em pagamentos de um acordo feito pelo São Paulo com Daniel Alves em sua saída do clube, em 2021.
Segundo o fundo, o ex-jogador celebrou um contrato em 2021 com o São Paulo para sua rescisão contratual, em que o clube lhe pagaria R$ 22,8 milhões, divididos em 60 parcelas de R$ 380,6 mil.
Porém, em 2 de setembro de 2022, após o São Paulo já ter quitado oito parcelas, Daniel Alves assinou acordo com o fundo de cessão de crédito, cedendo todas as parcelas restantes do instrumento pactuado com o time tricolor no ano anterior.
Dessa forma, o fundo pagou ao jogador R$ 11,5 milhões pelo acordo, que tinha um valor de face de R$ 19,8 milhões - quantia que deveria ser paga pelo São Paulo em 52 parcelas.
O GAD diz que notificou o São Paulo para realizar os depósitos diretamente em sua conta, o que se estendeu e causou um enorme prejuízo, segundo a argumentação no processo, especialmente quando o fundo soube que metade dos valores vinha sendo depositada pelo clube por um processo de pensão alimentícia do filho do jogador.
Dessa forma, a dívida final de Daniel Alves estava na casa dos R$ 7,7 milhões, valor que passou a ser cobrado na Justiça em outubro do ano passado.
O ex-jogador do Barcelona ficou preso por cerca de 14 meses acuasao de ter cometido um estupro, mas acabou absolvido pelo Tribunal de Justiça da Catalunha em março passado. Ficou concluído, por unanimidade, que o depoimento da jovem espanhola que o acusava era insuficiente para sustentar a condenação.
O lateral havia sido condenado a quatro anos e meio de prisão em fevereiro de 2024. A denúncia surgiu de uma mulher de 23 anos que teria sido abusada sexualmente pelo atleta no banheiro de uma discoteca em Barcelona no dia 31 de dezembro de 2022.
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