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Justiça Federal suspende leilão de terreno de estádio do Flamengo; entenda

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Conselheiros do Flamengo haviam aprovado a compra do terreno por R$ 138 milhões  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Marcelo Ramos

por Marcelo Ramos

marcelo.ramos@bnews.com.br

Publicado em 31/07/2024, às 06h56



A Justiça Federal do Rio de Janeiro suspendeu o leilão do terreno do estádio do Flamengo, que aconteceria na tarde desta quarta-feira (31). A medida vem após ação popular movida, na terça-feira (30), contra o leilão.

De acordo com O Globo, a decisão liminar foi contra a desapropriação por hasta pública da área do Gasômetro e a publicação do edital do leilão, ambos realizados pela prefeitura do Rio de Janeiro, que tem 24 horas para se manifestar.

A Caixa Econômica já havia tentado adiar o leilão, na segunda-feira (29), com um pedido de liminar, que foi negado. No mesmo dia, na sede do Flamengo, conselheiros haviam aprovado a compra do terreno por R$ 138 milhões.

O argumento do juiz Marcelo Barbi Gonçalves, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, é que a Caixa é a proprietária provisória do fundo de acionistas que administra o terreno, e que a desapropriação deveria passar pelo presidente da República.

O principal ponto destacado pelo juiz foi a necessidade de autorização prévia do presidente para a desapropriação. Pela lei, um município não tem o poder de desapropriar um bem do estado ou do governo federal. Acontece que o imóvel não pertence à Caixa, mas sim a um fundo imobiliário administrado pela Caixa.

Portanto, diante desse entendimento de que se trata de um imóvel com propriedade de uma empresa da União, o juiz decidiu que a desapropriação depende de autorização do governo federal.

"Em suma, sem a prévia autorização por decreto o ato administrativo ora atacado é nulo de pleno direito", escreveu.

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