Esporte
por Bernardo Rego
Publicado em 10/10/2025, às 16h14 - Atualizado às 16h16
A ex-ginasta Laís Souza, que ficou tetraplégica após se chocar contra uma árvore durante um treino de esqui aéreo, nos Estados Unidos, às vésperas das Olimpíadas de Inverno de Sochi, em 2014, sentiu a ponta do dedo em teste feito pela sua namorada. O momento foi registrado nas redes com muita emoção e alegria. “Bem-vinda [nova sensibilidade]”, disse a ex-atleta no vídeo.
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Laís tem uma rotina intensa com cuidados de higiene pela manhã e fisioterapia à tarde. Ela disse, em entrevista ao G1, que precisa estar pronta caso uma pesquisa científica demonstre avanços em que ela possa passar pelo tratamento.
Acompanha de perto os estudos brasileiros com polilaminina — uma proteína derivada da placenta que vem sendo testada para regeneração nervosa — e também o projeto da Universidade de Tel Aviv, em Israel, que desenvolve uma medula espinhal em 3D feita com células do próprio paciente.
“Quero estar pronta quando chegar a hora. Se o movimento voltar, preciso estar forte. Se as pernas reagirem, quero conseguir me levantar. Se o braço recuperar a sensibilidade, quero segurar um copo de água, quero poder fazer carinho nos meus cachorros", disse a ex-atleta.
“Tenho esperança, mas tento não criar expectativa. Sei que pode não dar certo. Talvez, se o acidente tivesse acontecido hoje, as respostas da medicina seriam outras — mais rápidas, com base em resultados de estudos clínicos que ainda estavam longe há onze anos", acrescentou a ex-ginasta.
Em um outro vídeo do final de setembro ela também comemora a descoberta de uma nova sensibilidade nos dedos como sendo um avanço na sua recuperação.
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