Esporte

Landim dispara sobre situação de Gabigol no Flamengo: "Não estou na cadeira para tomar decisão por gratidão"

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O presidente afirmou que precisa tratar do tema com olhos de gestor e não com a paixão dos torcedores  |   Bnews - Divulgação André Durão/ge
Melissa Lima

por Melissa Lima

melissa.lima@bnews.com.br

Publicado em 02/08/2024, às 21h32



Em encontro com o grupo "Advocacia Rubro-Negra" nesta sexta-feira (02), em uma churrascaria na Zona Sul do Rio de Janeiro, Rodolfo Landim foi questionado sobre a renovação do contrato de Gabigol e não hesitou em responder.
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O presidente do Flamengo reafirmou a importância do jogador para o time, mas citou pontos que atrapalharam a ampliação do vínculo do atleta, que exigia mais cinco temporadas.
"A gente fez uma pesquisa para verificar quem era o maior ídolo da história do Flamengo. O Zico ganhou, e o Gabigol ficou em segundo lugar. Para essa nova geração e talvez para pessoas que não viram o Zico jogar, ele é o maior ídolo. Dizer para mim que ele foi importante para a história do Flamengo, vocês estão pregando para convertido (risos). Não adianta, estou convicto disso. Qual é o problema? Cara, como gestor, sua tomada de decisão é em cima da perspectiva que você vai ter".
Landim lembrou ainda que na fase final da negociação de renovação, Gabriel não vivia bom momento. Segundo o presidente, esse foi um ponto fundamental para que ele não aceitasse os termos propostos.
"A gente estava negociando com ele, e o grande problema no qual a gente esbarrou é que no ano de 2023 o desempenho técnico dele foi muito inferior ao dos anos anteriores. E ele queria um contrato de cinco anos com o Flamengo".
Apesar de garantir entender a bronca da torcida pela não renovação com um ídolo dessa patreleira, o presidente rubro-negro afirmou que é capaz de encarar um "desgaste muito grande" para um administrador e preferir a razão à emoção. Portanto, a gratidão e os títulos conquistados pelo atleta, segundo Landim, não entram na negociação.
"O problema é que a responsabilidade é minha, e eu vou lá assinar um contrato com o Gabigol de cinco anos com ele tendo um desempenho muito inferior ao que ele teve nos primeiros anos de Flamengo? Nessa hora, eu sei que a gente mexe com o lado da idolatria do jogador, o torcedor às vezes fica irado, mas não é ele que faz as contas do clube, não é ele que tem que pagar o salário no fim do ano. Sei que isso gera um desgaste muito grande para o administrador, mas, cara, sinto muito. Eu não estou sentado naquela cadeira para tomar decisão em cima de gratidão que tenho por ninguém", disse Landim, que foi aplaudido pelos presentes.
Novamente reforçando seu papel de gestor, Landim disse que teria de olhar para o elenco rubro-negro e avaliar se outro atleta não mereceria tal valorização.
"Meu papel na verdade é o seguinte: Gabigol está pedindo isso. Se eu tiver que pagar isso para ele, será que tem outro jogador que, por tudo que está demonstrando, que pode desempenhar melhor? Não tenho problema nenhum de tomar essa decisão".

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