Esporte

Mancuso exigia pagamento em Pix no exterior em esquema de diplomas falsos de técnicos que envolveu ídolo do Vitória e astros do futebol

Reprodução/Uol
Alejandro Mancuso é acusado de vender licenças falsas de treinador, com pagamentos em conta nos EUA e ajuda de Júnior Gomes.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Uol
Samuel de Jesus

por Samuel de Jesus

Publicado em 12/10/2026, às 07h07



 Em mensagens e áudios obtidos pela reportagem da colunista Joanna Assis, o argentino Alejandro Mancuso exigia dos compradores o pagamento em Pix em uma conta nos Estados Unidos. Mancuso é apontado como o principal nome de um esquema de venda de licenças falsas de treinador de futebol.

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Segundo a investigação publicada pelo UOL nesta segunda-feira (12), o argentino possuía mais de 40 clientes e ainda negociava documentos por cerca de US$ 20 mil, aproximadamente R$ 100 mil, e pedia para o comprador realizar pagamentos em uma conta bancária em Miami, nos Estados Unidos.

Conta de terceiro era usada para receber Pix

Ainda foi identificado na investigação pagamentos realizados por Pix por meio de uma conta bancária no Brasil. Para receber os valores, Mancuso teria contado com a ajuda de Júnior Gomes, técnico que atuava na terceira divisão do Campeonato Carioca.

Segundo a reportagem, Gomes emprestou a conta para facilitar as transferências. Em setembro de 2026, ele teria recebido pelo menos dois pagamentos de R$ 50 mil.

 Em declaração a reportagem do Uol, Gomes afirmou que apenas ajudou o argentino a receber os valores e alegou que a operação era facilitada por ele morar no Brasil.

Ex-jogadores aparecem na investigação

Entre os nomes envolvidos nas compras estão o de Thiago Silva, Roberto Carlos, Felipe Melo, Alex de Souza, Petkovic, Lugano, Luiz Gustavo e Paulinho. Segundo a reportagem, a maioria afirmou que não chegou a utilizar as licenças.

Felipe Melo, por sua vez, declarou ter desconfiado da operação, retirado referências aos documentos de suas redes sociais e conseguido o reembolso do valor pago.

A Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA) confirmou que os documentos são falsos e que Mancuso não possui nenhum vínculo com a entidade. A análise dos documentos identificou irregularidades nos certificados, incluindo códigos QR inválidos, assinaturas incompatíveis com o período e erros de grafia.

Mancuso nega ter vendido os diplomas. O caso também foi investigado pela Justiça Federal argentina em 2025, mas acabou arquivado, conforme a publicação.

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