Esporte

Mbappé reage a ataques racistas e chama senadora de "desprezível" e "incompetente"

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Craque da Seleção Francesa usou o X para falar sobre o ocorrido  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 06/07/2026, às 15h15



O jogador Kylian Mbappé se manifestou na tarde desta segunda-feira (10) após ser alvo de ataques racistas proferidos pela senadora do Paraguai, Celeste Amarilla. O atacante da Seleção Francesa classificou a parlamentar como uma “desprezível e indigna de sua função”. 

"Você é uma mulher desprezível e indigna de sua função. Você não representa o Paraguai, este país que transpirou paixão e honra ao longo de toda a competição. Por sua inconsciência e seu racismo descomplexado, o mundo inteiro já esqueceu o percurso e o esforço histórico que seus jogadores realizaram durante esta copa do mundo, dando lugar a uma senhora incompetente que oferece a pior imagem possível de seu país”, destacou Mbappé no X. 

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“Eu nunca deixarei que pessoas como ela tenham a liberdade de propagar seu ódio e seu racismo pelo mundo”, acrescentou. 

Os ataques de Celeste contra Mbappé foram iniciados após a França derrotar o Paraguai nas Oitavas de Final da Copa do Mundo 2026. Através das redes sociais, a parlamentar se referiu ao atleta como “arrogante”, “feio” e um “um camaronês colonizado, fingindo ser francês”. 

"Esse bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamou em cocos, e os seres mais instruídos que ouviu foram chimpanzés. Um camaronês colonizado, fingindo ser francês, ressentido, novo-rico, arrogante e feio”, escreveu a senadora. 

Diante o episódio, a ministra francesa dos Esportes, Marina Ferrari, denunciou as declarações de Celeste Amarilla. A titular da pasta afirmou que ter ficado “escandalizada” com as  as declarações "abjetas" e "racistas" feitas por uma senadora paraguaia contra Kylian Mbappé. 

"Essas declarações são abjetas, indignas e ainda mais inaceitáveis por partirem de uma responsável política. Diante do racismo, não permaneceremos em silêncio. Ao atacar Kylian Mbappé, a senadora ataca tudo o que nosso capitão encarna e tudo o que nosso país defende: a liberdade, a igualdade e a fraternidade", apontou a ministra.

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