Esporte

Ministérios das Mulheres e do Esporte repudiam ato de machismo de jogador do Red Bull Bragantino contra árbitra

Ari Ferreira/Red Bull Bragantino | Reprodução/Redes Sociais
Após a partida, zagueiro do Red Bull Bragantino afirmou que mulher não deveria apitar, gerando revolta e pedidos de desculpas  |   Bnews - Divulgação Ari Ferreira/Red Bull Bragantino | Reprodução/Redes Sociais
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 22/02/2026, às 19h34



Os Ministérios das Mulheres e do Esporte se manifestaram após as declarações machistas do zagueiro do Red Bull Bragantino, Gustavo Marques, contra a árbitra Daiane Muniz, que apitou o jogo do time contra o São Paulo, nas quartas de final do Campeonato Paulista, neste sábado (21). As pastaram repudiaram com veemência o ato. 

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp

Após a derrota do Red Bull Bragantino por 2 a 1, jogador afirmou que uma mulher não deveria apitar um jogo envolvendo grandes times e disse que o time foi prejudicado por Daiane.

Em nota conjunta, Os Ministérios das Mulheres e do Esporte defenderam a árbitra. 

“Muniz é uma árbitra FPF/CBF/FIFA altamente qualificada e um homem na mesma posição jamais seria desqualificado pelo fato de ser homem. Ainda que houvesse discordância sobre sua atuação, sua competência não seria questionada por ser homem. Esse é o ponto central que precisa ser enfrentado”, diz a nota.

Os ministérios ressaltaram ainda que o respeito às mulheres é inegociável e que mulheres devem estar onde escolherem e quiserem.

“Seguiremos firmes na promoção da igualdade e no enfrentamento de qualquer forma de discriminação no esporte brasileiro. Vamos acompanhar atentamente os desdobramentos do caso na Justiça Desportiva, confiando na apuração dos fatos e na responsabilização cabível”, destacaram. 

Federação Paulista de Futebol

A Federação Paulista de Futebol (FPF), também por meio de nota, alegou que  recebeu a entrevista com profunda indignação e revolta e que a declaração de Gustavo Marques parte de uma visão primitiva, machista, preconceituosa e misógina e totalmente dissociadas dos valores que regem a sociedade e o futebol.

“É absolutamente estarrecedor que um atleta, em qualquer circunstância, questione a capacidade de um árbitro com base em seu gênero. A FPF tem orgulho de contar em seu quadro com 36 árbitras e assistentes e continua trabalhando ativamente para que este número cresça”, diz a nota da instituição.

A FPF também defendeu a árbitra Daiane Muniz, afirmando ser ela “da mais alta qualidade técnica, correta e de caráter”. A entidade reforçou o apoio a ela.  

“Nosso trabalho diário é para garantir que o futebol seja um ambiente seguro e justo para todas as mulheres. A FPF encaminhará tais declarações à Justiça Desportiva, para que esta tome todas as providências cabíveis”.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)