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Na mira da PF, conselheiro de gigante da Série A pede afastamento do clube

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O conselheiro se licenciou do COF e do Conselho Deliberativo para evitar associações negativas ao clube durante as investigações  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 20/02/2026, às 21h00



O conselheiro do Palmeiras, João Carlos Mansur, pediu afastamento de 90 dias de suas funções no clube nesta sexta-feira (20), após se tornar alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de envolvimento em fraudes financeiras.

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Além do Conselho Deliberativo, Mansur também se licenciou do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), órgão responsável por acompanhar as contas e a gestão financeira do Verdão.

Investigação da Polícia Federal

O dirigente é investigado por participação em um suposto esquema de emissão de créditos fraudulentos. A apuração ocorre no contexto da Operação Carbono Oculto, que investiga estruturas de lavagem de dinheiro ligadas ao crime organizado por meio de fintechs.

Segundo informações internas, membros do conselho pressionavam pelo afastamento para evitar que o nome do clube fosse associado ao caso enquanto as investigações seguem em andamento.

Mansur, fundador da empresa Reag Investimentos, já havia renunciado ao cargo de presidente da companhia em setembro de 2025, logo após a operação policial ganhar repercussão nacional.

Pressão política dentro do clube

Nos bastidores do Palmeiras, a permanência do conselheiro vinha causando desconforto entre dirigentes e conselheiros desde o fim do ano passado. Considerado uma figura influente na política interna alviverde, e o conselheiro mais votado da história do COF, Mansur optou pela licença temporária para tratar de questões pessoais e jurídicas.

Ainda no desdobramento das investigações, o Palmeiras rescindiu o contrato de patrocínio com o grupo Fictor, empresa citada na apuração e que entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo.

O acordo previa cerca de R$ 30 milhões por temporada e teria duração de três anos, com exposição da marca nas camisas do time profissional e das categorias de base. As empresas do grupo alegam dívidas superiores a R$4,2 bilhões e solicitaram à Justiça a suspensão de execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias.

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