Esporte
por Analu Teixeira
Publicado em 26/08/2025, às 17h13
A ausência de Neymar na Seleção Brasileira já dura quase dois anos. O camisa 10 não atua pela equipe desde 17 de outubro de 2023, quando saiu machucado ainda no primeiro tempo da derrota por 2 a 0 para o Uruguai, em Montevidéu, ainda sob comando de Fernando Diniz.
Desde então, não voltou a ser convocado por Carlo Ancelotti, mesmo após retomar os treinos. Apesar do impacto, não é a primeira vez que um grande nome do futebol brasileiro passa tanto tempo fora da amarelinha. Desde o tetra da Copa do Mundo, em 1994, astros como Romário, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká passaram tempos longe das convocações.
Entre os casos mais marcantes está o de Ronaldo Fenômeno, que viveu um longo período sem jogar pela seleção.Titular da equipe de Vanderlei Luxemburgo, o Fenômeno enfrentou duas lesões sérias no joelho, e passou quase dois anos e meio sem vestir a amarelinha, entre outubro de 1999 e março de 2002.
A volta não poderia ser melhor, convocado para a Copa do Mundo da Coreia e Japão, foi artilheiro do torneio com oito gols e decidiu a final contra a Alemanha, garantindo o penta para o Brasil.
Ronaldinho Gaúcho foi mais um a amargar um jejum de convocações, sua última partida havia sido em abril de 2009, quando foi chamado por Dunga, e só teve outra oportunidade após a mudança de técnico. Mano Menezes o convocou em novembro de 2010, para um amistoso justamente contra a Argentina. O craque seguiu entre idas e vindas com a seleção, mas sem nunca mais se firmar como antes.
ídolo do Milan e eleito melhor do mundo em 2007, Kaká também passou por períodos prolongados sem ser lembrado. Lesões e oscilações o deixaram mais de um ano longe da equipe em diferentes momentos. Em 2011, voltou a ser convocado e marcou em amistosos, o craque retomou a confiança, mas voltou a perder espaço com a volta de Felipão.
Outro exemplo clássico é Romário.Campeão do mundo em 1994, o Baixinho teve várias interrupções no ciclo da Seleção. O afastamento mais longo foi de 955 dias após o título nos Estados Unidos, só quebrado em 1997, quando Zagallo voltou a chamá-lo. Depois, outras ausências longas marcaram a vida de Romário na seleção, mas nenhuma tão grande quanto essa.
Agora é Neymar que vive longe da equipe. Sem ser convocado por Dorival Júnior e até agora por Ancelotti, ele terá uma nova chance de voltar em novembro, quando a seleção fará dois amistosos, possivelmente contra Japão e Coreia do Sul. O Brasil deve atuar mais duas vezes em novembro, caso consiga fechar mais duas partidas de preparação.
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