Esporte

Olimpíadas Paris: COB se posiciona e nega denúncia de assédio de nadadora brasileira

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Ana Carolina Vieira foi expulsa das Olimpíadas de Paris após caso de indisciplina  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Marcelo Ramos

por Marcelo Ramos

marcelo.ramos@bnews.com.br

Publicado em 30/07/2024, às 09h29



Em comunicado divulgado na manhã desta terça-feira (30), o Comitê Olímpico do Brasil (COB) negou as denúncias de assédio feitas pela nadadora Ana Carolina Vieira. A atleta foi expulsa da delegação brasileira nas Olimpíadas de Paris após um caso de indisciplina.

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Em publicação nas redes sociais, Ana Carolina, que deixou a Vila Olímpica sem autorização e se envolveu em uma discussão por causa de uma troca na equipe do revezamento, afimou que não teve má conduta e que estava desamparada. Ela também afirmou que houve assédio na seleção de natação.

Entretanto, a brasileira não especificou como ocorreu o assédio, nem quando. Mas disse que irá revelar todos os detalhes com a ajuda de um advogado.

Em nota, o COB informou que depois da expulsão da delegação brasileira, Ana Carolina Vieira conversou com a família, teve apoio do psicólogo da delegação e também teve acesso à alimentação e hidratação antes de se dirigir ao aeroporto.

Acompanhe a cobertura do BNews nas Olimpíadas de Paris.

“Ao longo de todo o processo, Ana Carolina Vieira esteve acompanhada da Oficial de Salvaguarda e líder do Esporte Seguro da Missão brasileira em Paris, que lhe prestou apoio. A atleta falou com a mãe, com o psicólogo da delegação, arrumou suas malas e teve acesso irrestrito a alimentação e hidratação antes de se dirigir ao aeroporto”, diz trecho da nota.

Com relação às denúncias de assédio, o COB afirmou que não irá se manifestar publicamente, mas reforçou que não havia nenhuma denúnci referente a atletas ou membros do corpo técnico da CBDA.

“É possível informar, contudo, que não existem denúncias pendentes referentes a atletas ou membros do corpo técnico da natação vinculados à CBDA.”

Confira a nota na íntegra:

Durante o desligamento da nadadora Ana Carolina Vieira da delegação, a atuação do Comitê Olímpico do Brasil (COB) foi pautada, como de costume, pelo respeito, atenção e cuidado à atleta em razão do momento delicado pelo que ela passava.

Ao longo de todo o processo, Ana Carolina Vieira esteve acompanhada da Oficial de Salvaguarda e líder do Esporte Seguro da Missão brasileira em Paris, que lhe prestou apoio. A atleta falou com a mãe, com o psicólogo da delegação, arrumou suas malas e teve acesso irrestrito a alimentação e hidratação antes de se dirigir ao aeroporto.

Eventuais fatos que tenham sido objeto de denúncia por parte da atleta por meio dos canais de atendimento e apoio do COB não têm qualquer relação com o ocorrido nos Jogos Olímpicos de Paris. Portanto, não serão objeto de comentários por parte do Comitê Olímpico do Brasil, principalmente porque tais denúncias são sigilosas e dependem de averiguação da área de Compliance, que age com total autonomia em relação ao executivo do COB.

É possível informar, contudo, que não existem denúncias pendentes referentes a atletas ou membros do corpo técnico da natação vinculados à CBDA.

O COB reitera que o respeito entre todas as pessoas que atuam em suas Missões é um valor fundamental e norteador das nossas ações. Além disso, o COB acredita que o acolhimento e cuidado com todas as pessoas que integram a Missão, independentemente dos atos praticados e das sanções aplicadas, deve sempre ser assegurado.

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