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Petroleira quer estocar gás natural embaixo do solo de cidade em Alagoas; especialistas alertam riscos

Divulgação | Origem Energia
Estocar gás natural no solo traz riscos como vazamento de gás, explosões, contaminações de lagoas  |   Bnews - Divulgação Divulgação | Origem Energia
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 11/08/2025, às 19h21



Uma novidade está sendo estudada para que possa ser implementada no solo do estado do Alagoas. A empresa Origem Energia tem analisado a possibilidade de colocar o primeiro sistema de estocagem subterrânea de gás natural do Brasil na cidade de Pilar, que fica a cerca de 35 km de Maceió.

Apesar de ser tratado como uma grande aposta da cidade, principalmente por políticos locais, a medida é vista como algo arriscado para a cidade e moradores, segundo especialistas consultados pelo The Intercept Brasil. 

De acordo com os estudos divulgados pelos especialistas, estocar gás natural no solo traz riscos como vazamento de gás, explosões, contaminações de lagoas, adoecimento de moradores e trabalhadores.

O temor de moradores da cidade é que aconteça em Pilar algo semelhante ao que houve em Maceió, onde a extração de sal-gema da Braskem levou ao afundamento de cinco bairros da capital alagoana

Outra queixa é feita por pescadores e ribeirinhos, que alegam não terem sido ouvidos acerca da implementação do projeto. Um dos locais, inclusive, que a empresa pretende estocar o gás fica a menos de 1 km da Lagoa Manguaba e pouco mais de 2,5 km de uma vila de pescadores.

Com todas as críticas e preocupações, o projeto de estocagem já recebeu licenciamento prévio do Instituto Ambiental de Alagoas (IMA) e estaria a poucos passos de sair do papel. No entanto, a gestão municipal tenta afastar qualquer comparação com o colapso geológico provocado pela Braskem em Maceió.

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