Esporte

"Poderiam ter evitado a morte!": MP recomenda 12 anos de prisão para médicos de Maradona

REPRODUÇÃO: Cena do documentário Diego Maradona
Promotores alegam homicídio com dolo eventual na morte do ídolo argentino, com penas variando de quatro a 12 anos.  |   Bnews - Divulgação REPRODUÇÃO: Cena do documentário Diego Maradona
Samuel de Jesus

por Samuel de Jesus

Publicado em 09/10/2026, às 08h35



A Promotoria argentina pediu, nesta quinta-feira (8), penas de quatro a 12 anos de prisão para integrantes da equipe médica responsável pelo atendimento do ídolo argentino Diego Maradona. O pedido foi feito no tribunal de San Isidro, na grande Buenos Aires.

O Ministério Público ainda apresentou as alegações finais após sete meses de audiências. Os promotores do caso enquadraram os  principais profissionais de saúde no crime de homicídio com dolo eventual pela morte do astro do futebol ocorrida em 2020.  

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Tendo previsto o risco e o aceitado, produziram o resultado com indiferença. Os réus infringiram os deveres de seu cargo, praticaram ações contrárias à arte de curar, omitiram todos os atos que deveriam executar e colocaram Maradona em uma situação de desamparo, deixando-o à própria sorte", afirmou Ferrari durante a sessão judicial".

Maradona teve atendimento negligente segundo acusação

Os promotores apresentaram registros periciais e fotos do falecimento do camisa 10 diante das filhas Dalma, Gianinna e Jana no plenário. Com o conteúdo, a acusação buscou comprovar a ausência de estrutura hospitalar mínima no imóvel residencial.

"A morte era evitável e o atendimento médico foi inadequado. Havia um grupo de improvisados que em todo momento esqueceu que estava cuidando de um paciente vulnerável e complexo", declarou o promotor Cosme Iribarren diante do colegiado de magistrados".

A acusação também pediu oito anos de reclusão para a psiquiatra Agustina Cosachov e dez anos para a coordenadora Nancy Forlini. Por outro lado, o órgão ministerial propôs penas menores para enfermeiros por homicídio culposo. A defesa dos médicos contesta a existência de dolo e insiste na tese de inocência técnica.

O tribunal argentino planeja divulgar o veredito do processo ao longo das próximas semanas.

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