Esporte
Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá, voltou a questionar a falta de punições para clubes do futebol brasileiro que não conseguem honrar seus compromissos financeiros. Em entrevista à ESPN, nesta quarta-feira (23), o dirigente defendeu veementemente a perda de pontos para equipes inadimplentes e afirmou que, caso esse tipo de punição fosse aplicado, as dívidas seriam rapidamente quitadas. Ele citou Santos e Vasco como exemplos para embasar as críticas.
“O Santos da mesma forma, a gente vê o Santos, o Vasco também, que deu um calote gigantesco, vão permanecer na Série A através de um estelionato esportivo. É muito grave, ruim para equipes como Mirassol, ruim para o Remo, que está com tudo em dia e vai cair”, afirmou.
Para o dirigente, medidas como o transfer ban não causam mais senso de urgência nos clubes para regularizarem suas pendências. Na avaliação de Dresch, a possibilidade de perda de pontos no Campeonato Brasileiro ajudaria a acelerar o processo de quitação dos débitos.
“Esse problema existe porque nós vivemos em um mercado que não tem nenhum tipo de regulação e não tem punição. Hoje o transfer ban está se mostrando insuficiente, a gente precisa que tenha perda de ponto. Acho que, se o Corinthians tivesse ameaçado de perder três pontos na tabela, esse dinheiro já tinha saído de algum lugar”, disse Dresch.
O presidente também aproveitou a oportunidade para questionar a diferença entre a realidade financeira de clubes que cumprem seus compromissos e a de equipes que acumulam dívidas, mas continuam investindo no elenco.
“Como que um clube que está devendo R$ 18 milhões para o Cuiabá contrata um jogador pagando R$ 2 milhões, como o Santos contratou o Arthur, o Cebolinha, que vão fazer a diferença dentro de uma tabela de classificação? O Santos foi lá em Belém e ganhou do Remo, vai ficar na Série A. Como funciona isso?”, comentou.
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Corinthians: R$ 17 a 18 milhões, compra de Raniele
Sport: R$ 6 milhões, compra de Matheus Alexandre
Grêmio: Aproximadamente R$ 900 mil, referente à negociação do volante Pepê
Santos: R$ 18,6 milhões, compra de Joaquim
Classificação Indicativa: Livre
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