Esporte

Reforço do Flamengo escolhe número em homenagem ao pai e faz revelações sobre mãe: “Tenho no meu coração”

Paula Reis / Flamengo
Contratação do novo reforço da equipe Rubro-Negra foi anunciada na última quinta-feira (15)  |   Bnews - Divulgação Paula Reis / Flamengo
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 16/01/2026, às 16h35



O goleiro Andrew, de 24 anos, mais novo reforço do Flamengo, escolheu o número de camisa, em homenagem ao pai, e fez uma declaração emotiva para a mãe, após ter sido apresentado pela equipe Rubro-Negra carioca, na última quinta-feira (15).

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A nova contratação nasceu no bairro de Pilar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro (RJ). De acordo com O Globo, o jogador veio do Gil Vicente (Portugal) e revelou que a sua mãe, Dulcineia, trabalhou na equipe de limpeza da Gávea, e era uma flamenguista fanática. 

Eu perdi minha mãe há dois anos, perdi meu pai em 2009. Flamenguistas, ambos. Então, você vê aquilo ali, eu chegando no aeroporto, a recepção dos torcedores, uma coisa muito calorosa, meus familiares todos chorando. Você para e começa a pensar. Se minha mãe estivesse aqui, seria uma coisa que eu gostaria de sentir, de ver como é que seria o olhar dela para mim. Infelizmente, não tenho ela aqui presente, mas tenho no meu coração, e vou levar sempre”.

Sobre o seu pai, o jogador fez uma homenagem ao escolher o número 42 como a camisa para ser usada no Flamengo. A decisão foi motivada por ser a idade em que ele morreu e que virou uma tradição após uma casualidade que aconteceu com o seu irmão Andrey, que também é goleiro profissional do Osasco Sporting.

Quando meu irmão começou a jogar, no primeiro jogo dele como titular, (falaram para ele que) só tinha o número 42. Passado alguns momentos, ele tentando entender porque 42, a esposa dele falou: "Sabia que 42 é a idade que seu pai faleceu?" Ele não tinha assimilado isso, e acabou ficando com aquilo e usando o 42. E quando eu fui fazer minha primeira partida como profissional, todo mundo tinha o número e o nome nas costas bonitinho, e ninguém nunca perguntou qual era o meu número. Quando eu cheguei no estádio, meu número era 42 também. Não escolhi, eu cheguei e estava lá. Mandei foto e ele (Andrey) mais uma vez chorando. Acabou por ser uma marca da família, e depois eu carreguei o número 42 comigo, sempre tive muito sucesso”.

Adriano Fontes/Flamengo
Adriano Fontes/Flamengo

O jogador afirmou que enquanto o treinador Filipe Luís e o diretor José Boto estavam de férias em Portugal e aproveitaram para assistir uma partida do Gil Vicente, não acreditava que seria uma maneira de observá-lo jogar. Sobre a chegada ao Flamengo, Andrew relata que é uma “mudança de patamar absurda”.

Eu estava conversando com um amigo antes do jogo, ele comentou que o Boto e o Filipe Luís iam ver o jogo. Falei que eles iam ver outro jogador, que estava em alta lá no clube. Fui para o jogo tranquilo, fiz o meu jogo. Quando acaba, estava no meu telefone: "Boto e Filipe Luís foram até Portugal para assistir ao Andrew. Eu falei: "Ah, não, não é possível." Basicamente, não acreditei, não levei fé nessa situação. Você nunca vai imaginar. É uma mudança de patamar, de nível, absurda”.

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