Esporte
O Vitória teve um recurso aceito no julgamento realizado no pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por cantos homofóbicos direcionados ao Bahia e ao técnico Rogério Ceni durante o clássico Ba-Vi realizado em outubro do ano passado. A ação teve origem após representação apresentada pelo coletivo Canarinhos LGBT e julgava um recurso da decisão que condenou à perda de dois mandos de campo e ao pagamento do valor de R$ 100 mil em multas.
No julgamento realizado nesta segunda-feira (9), os auditores do pleno votaram pela condenação de penhora de 30% do borderô (receita bruta de bilheteria) da próxima partida em casa do clube no Barradão. Além disso, foi votada a redução para R$ 80 mil no valor de multa a ser paga pelo Leão da Barra.
Antes o Vitória havia sido punido com dois jogos com portões fechados pela conduta de sua torcida, além de multa de R$ 100 mil, mas acabou recorrendo.
Com isso, o Leão da Barra voltará a ter a presença da sua torcida para os jogos contra Atlético-MG e Mirassol, válidos pelo Brasileirão da Série A.
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"O público foi de 28.027 pessoas, oito pessoas cantando cânticos homofóbicos trata-se de 0,02%.Um clube ser punido por causa de 0,02% não é nenhuma razoabilidade, não há justiça. Todas as pessoas ali são facilmente identificadas, há, sim, outras maneiras, outros instrumentos capazes de punir, muitas vezes, além da responsabilidade coletiva, a responsabilização individual e, nesse caso, é claro que não há como o clube proibir, ou intervir, ou reprimir, o que está sendo falado ali porque são oito pessoas", disse a defesa do Vitória na época.
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