Esporte

STJD pune técnico do JC FC e clube por injúria racial contra jogadora do Bahia; saiba detalhes

Daniela Lameira Pinho/STJD
Após denúncia de injúria racial contra jogadora do Bahia, STJD pune técnico do JC FC e clube amazonense  |   Bnews - Divulgação Daniela Lameira Pinho/STJD
Douglas Santana

por Douglas Santana

douglas.santana@bnews.com.br

Publicado em 31/08/2024, às 18h24



A Quarta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu o técnico Hugo Duarte após ser denunciado por injúria racial contra uma atleta das Mulheres de Aço. O caso aconteceu no dia 8 de julho, durante a partida entre JC FC x Bahia, no estádio metropolitano de Pituaçu.

➡️ Receba as notícias do Bahia no canal do BNews pelo WhatsApp

Os auditores do STJD suspenderam o português Hugo Duarte por oito partidas e aplicaram uma multa de R$ 15 mil. Já o JC FC, time do Amazonas, também foi multado em R$ 15 mil, “pela conduta do seu membro”. A decisão saiu na última quinta-feira (29) e deve chegar ao Pleno (última instância).

Em nota à imprensa, o STJD divulgou as versões da lateral Dan (Danusia Nunes) e do produtor do Bahia, Elias Malê (Elias Santana).

Participei da partida e ouvi o ato de racismo do treinador do JC. Escutei sim. No momento que ele proferiu a palavra macaca contra a Suelen, ele saiu e proferiu mais três vezes a palavra macaca. Eu ouvi ele falar por três vezes e isso gerou toda a confusão”, afirmou a atleta Danusia.

Ambos estavam no momento que Hugo Duarte teria ofendido duas jogadoras das Mulheres de Aço, Dan e Suellen, que celebravam o retorno do Bahia para Série A1 do Brasileirão Feminino.

Estava como produtor de conteúdo para as redes sociais. A confusão escalonou a partir do momento do ato racista do técnico do JC contra a Suelen. Eu estava a cerca de dois metros do grupo, estava a Suelen e mais umas 4 ou 5 atletas e o técnico atravessou o campo e fui até o grupo, falou alguma coisa inicial e quando foi se afastando ele grita a apalavra macaca. Foi nesse momento que vi um árbitro presente e relatei o que aconteceu”, declarou Elias.

De acordo com a 4ª Comissão Disciplinar, o JC FC não levou representantes para o julgamento realizado na última semana. O relator Gabriel Fonseca lamentou os fatos ao declarar seu voto.

Ao treinador Hugo Duarte Macedo, o presente caso representa um episódio triste no futebol. O acervo probatório é muito robusto e a gravidade das condutas inomináveis. Entendo que a injúria racial ocorrida em pelo menos cinco elementos: no próprio inquérito policial com auto de prisão em flagrante, relato de que diversos integrantes do clube que presenciaram o ocorrido, depoimento prestado pela atleta Danuzia, em quarto lugar a própria súmula lavrada pela árbitra relata a injúria e, por fim, a comoção das atletas do Bahia resultando numa confusão generalizada. Entendo que é caso de condenação no artigo 243-G. Numa pena que a mínima é cinco e a máxima dez, entendo pela aplicação de oito partidas, levando em consideração a ficha disciplinar do treinador. Na aplicação de multa, entendo pela pena pecuniária no valor de R$ 15 mil. Ao JC, entendo que é um caso para refletirmos. Fixo multa de R$ 15 mil", declarou.

Pela prática de injúria racial, a Procuradoria do STJD enquadrou o técnico Hugo Duarte e o JC Futebol Clube no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

No mesmo processo, o Bahia foi multado em R$ 2 mil pelo lançamento de um objeto no campo. Na ocasião o treinador português chegou a ser detido no estádio e levado para Delegacia, mas foi liberado no dia seguinte após o pagamento de fiança.

🎥  Assista abaixo o programa Arena BNews, edição desta sexta-feira (30):

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)