Esporte

Supremacista? Fifa não vê irregularidade em gesto de árbitro; confira

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A Fifa chegou a conclusão, nesta segunda-feira (15), de que não houve irregularidade no gesto feito pelo árbitro  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 15/06/2026, às 20h27



A Fifa chegou a conclusão, nesta segunda-feira (15), de que não houve irregularidade no gesto apontado como sinal de supremacia branca realizado por Shaun Evans, árbitro de vídeo australiano, durante o confronto entre Alemanha x Curaçao, no último domingo (14), em jogo válido pela primeira rodada do grupo E da Copa do Mundo 2026.

“O Comitê Disciplinar Independente da Fifa pode confirmar que, após analisar o caso envolvendo o árbitro assistente de vídeo de apoio Shaun Evans, não encontrou nenhuma evidência de violações do Código Disciplinar da Fifa”, informou a entidade. Desta forma, o árbitro foi liberado de qualquer sanção relacionada ao episódio.

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A investigação tinha sido aberta depois da divulgação das imagens da apresentação da equipe de arbitragem de vídeo do confronto. O gesto realizado pelo árbitro se assemelha ao símbolo associado ao slogan “White Power” (“Poder Branco”), no qual se combina três dedos estendidos formando a letra “W” e um círculo entre polegar e indicador que lembra a letra “P”. O gesto é utilizado por grupos supremacistas brancos.

Shaun Evans começou a trabalhar como árbitro profissional em 2004 e é filiado à Federação de Futebol da Austrália. Na Copa do Mundo de 2022, no Qatar, o australiano recebeu a primeira oportunidade em Mundiais e também atuou como VAR. 

Árbitro também se pronunciou

O árbitro falou pela primeira vez sobre o caso, negou ter realizado qualquer símbolo com a mão, no qual atribuiu o gesto a "espasmo involuntário e subconsciente”. 

“Gostaria de esclarecer que não fiz intencionalmente um gesto ou símbolo com a mão para comunicar uma mensagem, afiliação, jogo ou crença de qualquer tipo”, afirmou Shaun Evans. 

“A única explicação que posso oferecer é que o movimento foi um espasmo involuntário e subconsciente, e eu não tinha consciência de tê-lo feito na ocasião. Imagens capturadas mais tarde durante a partida mostraram que repeti esse movimento muitas vezes enquanto segurava uma caneta entre os dedos”, disse.

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